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Atentado » Comissão da Verdade de PE faz sessão pública sobre atentado à bomba no Aeroporto do Recife

Publicação: 10/02/2014 10:32 Atualização:

A Comissão Estadual da Memória e Verdade Dom Helder Câmara deferiu o pedido do advogado e ex-vereador do Recife, Flávio Régis de Carvalho e realiza, nesta quinta-feira (13), sessão pública, às 9h, no auditório da Sede do Ministério Público Federal, bairro do Espinheiro, Recife. “Foi um crime que não teve uma investigação séria e até hoje não sabemos quem é o responsável. Quando eu era criança, as pessoas perguntavam como meu pai tinha morrido, eu dizia que foi de bomba”, afirmou. Flávio é filho do jornalista Edson Régis de Carvalho - morto juntamente com o Almirante Nelson Gomes Fernandes - no atentado à bomba no saguão do Aeroporto Internacional dos Guararapes, em 25 de julho de 1966. O alvo da explosão seria o então ministro do Exército e candidato à Presidência da República, General Costa e Silva.

Flávio Régis entrou com um pedido à Comissão da Verdade para a realização de audiência pública, alegando a necessidade de “cumprir seu papel e fazer justiça a todos que foram vítimas deste triste período da vida brasileira. É preciso investigar os fatos em sua completude”. Em 17 de dezembro, no auditório da Associação dos Docentes da Universidade Federal de Pernambuco (ADUFEPE), campus UFPE, a advogada Iara Lobo de Figueiredo, filha de Raimundo Gonçalves de Figueiredo, também prestou depoimento sobre o episódio à CEMVDHC.

No final do ano passado, a Comissão Dom Helder Câmara apresentou ao governador Eduardo Campos (PSB) documentos comprobatórios da inocência dos engenheiros Ricardo Zarattini e Edinaldo Miranda - este último já falecido.“Viemos ratificar a grave violação dos direitos humanos praticada pelo Estado que produziu material inverídico culpabilizando e punindo inocentes. O Estado tinha conhecimento da verdade e permitiu, por exemplo, que Edinaldo fosse preso, torturado, processado e condenado. O ato da CEMVDHC teve grande importância para o restabelecimento da verdade na  historiografia pernambucana e brasileira”, disse Fernando Coelho, coordenador da Comissão Dom Helder.

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