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Resgate histórico » Relatos de torturas e agressões no cárcere

Andrea Cantarelli - Diario de Pernambuco

Publicação: 09/02/2014 09:13 Atualização: 10/02/2014 11:24

O documento elaborado pelos presos políticos tem ajudado os integrantes da Comissão da Verdade a tipificar alguns dos crimes políticos ocorridos durante o regime militar. Os casos e tipos de tortura, por exemplo, foram apresentados com riqueza de detalhes. O secretário-geral da Comissão da Verdade Dom Helder Câmara, Henrique Mariano, revelou que a publicidade do documento é considerada emblemática, por surgir no momento em que se procura o resgate da memória de uma época.

“Nosso objetivo não é apenas esclarecer os casos de graves violações de direitos humanos e crimes praticados por agentes do estado. As comissões devem, por força de lei, divulgar documentos que mostrem o ‘modus operandi’ da estrutura do regime de exceção. Esse documento tem inconteste valor historiográfico, na medida em que aborda, com precisão e detalhes, o funcionamento e as instituições partícipes do sistema de repressão brasileiro, não só em São Paulo”, explicou Henrique.

O representante da Secretaria Nacional de Direitos Humanos da Presidência da República, Gilney Viana, revela que ficou preso por nove anos e dez meses e contou parte do terror vivido no cárcere. “Eles abriram a porta e deixaram eu ver minha mulher no pau-de-arara, e depois de muita pancadaria você pensa que está morto”, desabafou, acrescentando que enquanto não estava sendo torturado, ouvia os gritos dos outros. As agressões tinham o objetivo de conseguir as informações da organização, dos locais onde dos encontros e também dos nomes de terceiros que estavam envolvidos na luta contra a ditadura”.

“Escrevi livros na cadeia, um deles tem o nome da cela que fiquei: Linhares 131-D. Nunca abandonei a luta pela verdade. O país passou por vários momentos e, mesmo depois que a ditadura acabou em 1985, ficou o estigma de terrorista”, conta Gilney, que também integra a Comissão Indígena da Verdade e disse que ainda está abrindo o baú da ditadura: “ela foi muito mais ampla do que as denuncias que já existem”.

Esta matéria tem: (1) comentários

Autor: Antonio Silva
É uma pena... A única diferença é que eles queriam uma ditadura comunista!! Ainda bem que não vingou... mais nenhum desses que hoje se fazem de vítimas da "ditadura" eram "santinho"! Mataram, atiraram, torturaram também..Perderam a briga e agora querem se passar por "santos". #foracomunistas | Denuncie |

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