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Chapa » Uma difícil equação nas mãos de Eduardo na formação da majoritária Entrada do PSDB no jogo da disputa estadual faz crescer número de candidatos às três vagas da majoritária

Diario de Pernambuco - Diários Associados

Publicação: 07/02/2014 08:46 Atualização:

A entrada do PSDB nas discussões para a composição da chapa majoritária da Frente Popular tornou mais difícil a equação que deverá ser feita pelo governador e virtual candidato à Presidência da República, Eduardo Campos (PSB). Na prática, são cinco partidos de olho em três vagas (governador, vice-governador e senador). Além dos socialistas, que vão encabeçar a chapa, PMDB, PSDB, PV e PP brigam por espaço para a vice ou para o Senado.

A cabeça de chapa, a menina dos olhos dos pré-candidatos, tem cinco cotados, e apesar de as discussões internas serem antigas, não há pistas seguras de quem, efetivamente, será o escolhido por Eduardo. Os nomes colocados até agora foram os dos secretários estaduais Tadeu Alencar (Casa Civil) e Paulo Câmara (Fazenda), do vice-governador, João Lyra Neto, do ex-ministro da Integração, Fernando Bezerra Coelho, e do ex-deputado federal Maurício Rands.

O PSDB, até a última quarta-feira alheio às discussões, escolheu o posto desejado. Quer uma vaga na disputa pelo Senado. Os nomes apresentados foram os dos deputados federais Bruno Araújo e Sérgio Guerra. O primeiro a revelar a intenção foi o novo líder da sigla tucana na Câmara, Antonio Imbassahy (BA), em entrevista exclusiva ao Diario. Mas, segundo Araújo, o próprio senador Aécio Neves, presidenciável do partido, deve conduzir as discussões com Eduardo. Por meio de nota, Sérgio Guerra evitou se alongar sobre o tema. Disse que discutiria chapa quando houvesse chapa. Apesar disso, comemorou declarações de Imbassahy favoráveis a ele.

A indicação dos dois ocorreu no mesmo dia em que o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB), que havia recebido convite de Eduardo, tornou pública a decisão de não disputar a reeleição. Para a composição da chapa, o partido sugeriu o deputado federal Raul Henry. O nome dele é bem aceito entre os socialistas, mas o governador ainda não bateu o martelo em relação ao assunto.

Progressistas

Do PP surge a indicação do deputado federal Eduardo da Fonte, que, para não fechar nenhuma porta, anunciou que a sigla progressista está na base da presidente Dilma Rousseff (PT), comanda o Ministério das Cidades, mas não tem apoio fechado para a reeleição da petista. A tarefa por um lugar ao sol na chapa encabeçada pela Frente Popular, no entanto, é difícil. Dependeria de um alinhamento nacional entre PSB e PP.

Os integrantes da Rede Sustentabilidade indicaram o secretário de Meio Ambiente do estado, Sérgio Xavier, para a disputa do Senado. Filiado ao PV, ele também surge como possibilidade, mas dentro de uma construção nacional. Ele foi um dos artífices da aliança entre PSB e Rede e tem grande proximidade com a ex-senadora Marina Silva, cotada para ser vice na chapa encabeçada por Eduardo Campos para a Presidência.

Outro partido que se colocou para a discussão, apesar de não ter apresentado nomes, foi o PR, do deputado federal Inocêncio Oliveira. A sigla sonha com a indicação de Inocêncio para a vice, mas as chances, segundo os socialistas, são remotas.

Saiba mais

Veja quais são os nomes colocados pelos partidos aliados para a chapa majoritária:

Bruno Araújo - PSDB
Atualmente na vice-presidência nacional da sigla, apesar da pouca idade, já presidiu a Assembleia Legislativa e foi recentemente líder do PSDB na Câmara dos Deputados

Sérgio Guerra - PSDB
Ex-presidente nacional do PSDB, Guerra acumula o know-how de já ter ocupado uma cadeira no Senado. Atualmente, é deputado federal e preside o PSDB estadual

Raul Henry - PMDB
Ocupou cargos importantes durante o governo de Jarbas Vasconcelos. É deputado federal e seu nome não recebe contestações entre os socialistas

Eduardo da Fonte - PP
Foi o segundo deputado federal mais votado em Pernambuco, em 2010, com 330.520 votos. Em 2012, se colocou na oposição ao PSB, no Recife. Que disputar o Senado

Sérgio Xavier - PV
Tem como trunfo o apoio da Rede, comandada nacionalmente pela ex-ministra Marina Silva. Seus apoiadores querem que ele dispute o Senado

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