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Ditadura » Comissão de Anistia aprova processos

Diario de Pernambuco - Diários Associados

Publicação: 07/02/2014 08:25 Atualização:

Luiz Arraes diz que, para ele, o exílio nunca acabou foto: Fiocruz/DIVULGACAO	 (Fiocruz/DIVULGACAO)
Luiz Arraes diz que, para ele, o exílio nunca acabou foto: Fiocruz/DIVULGACAO

No ano que marca os 50 anos do golpe militar de 1964, a primeira reunião da Comissão de Anistia analisou ontem os processos de filhos e netos de perseguidos pela ditadura. Emoção, dor e angústia foram alguns dos sentimentos demonstrados por aqueles que conviveram ao lado dos pais durante a repressão militar. No total, a comissão analisou 18 processos. Entre os casos aprovados estão os de Mariana Ribeiro Prestes, filha do líder político Luiz Carlos Prestes; de Luíz Arraes de Alencar, filho do ex-governador Miguel Arraes; e de Lutgardes Costa Freire, filho do educador Paulo Freire.

“Vivi toda a época da ditadura, dos anos 1960, ainda criança. Meu pai convidava muitos amigos brasileiros e estrangeiros para ir em casa e eles relatavam muitos momentos de tortura e perseguição. Tudo isso impactou muito e foi me levando para um quadro psicótico”, disse à Agência Brasil o cientista social Lutgardes Freire.

O médico e pesquisador pernambucano Luiz Cláudio Arraes disse que chegou até a escrever um texto sobre o que representou a ditadura para ele e sua família. “Digo que foi uma época muito triste e que acarretou problemas para todos nós, familiares, que tivemos que viver no exílio. Lá fora tínhamos notícias do que acontecia no Brasil e isso também nos entristecia. Para mim, o exílio nunca acabou. Ficou marcado para sempre”, declarou.

“Nesse reconhecimento dos erros que o Estado cometeu contra essas pessoas, ele pede desculpas para que as pessoas possam se reconciliar com a nação. Um gesto de caráter moral que vai além da dimensão eminentemente econômica”, ressaltou o presidente da Comissão de Anistia, Paulo Abrão.

A arquiteta Andrea Alvarenga, filha de Afonso Junqueira de Alvarenga e Mara Alvarenga, presos e depois banidos do país pela ditadura, também recebeu anistia. “Para mim, é muito emocionante saber que o Estado, que o governo te reconhece. Estão dizendo ‘nós agimos errado com você’”.

Esta matéria tem: (1) comentários

Autor: marcio Britto
Gostaria de saber se houve anistia para aqueles que foram demitidos do anco do brasil pelo pelo excelentíssimo RESIDENTE COLLOR DE MELO e o que devo fazer para volta ao banco? | Denuncie |

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