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Depoimento » Exército forjou cena para justificar o desaparecimento de Rubens Paiva Coronel reformado afirma foi armado um "cineminha" para despistar a família e os amigos do parlamentar

Correio Braziliense

Publicação: 07/02/2014 08:08 Atualização: 07/02/2014 17:58

Rubens Paiva teve o mandato de deputado cassado em 1971 foto: Arquivo Pessoal	 (Arquivo Pessoal	)
Rubens Paiva teve o mandato de deputado cassado em 1971 foto: Arquivo Pessoal

O depoimento de um coronel reformado do Exército à Comissão Estadual da Verdade do Rio de Janeiro muda a versão de mais uma das histórias inconsistentes da ditadura militar: o desaparecimento do engenheiro e ex-deputado Rubens Paiva. Testemunho prestado por Raymundo Ronaldo de Campos ao colegiado, em novembro do ano passado, conta que o Exército armou um “cineminha” para despistar a família e os amigos do parlamentar.

Cassado logo após o golpe militar de 1964, em 20 de janeiro de 1971, o ex-deputado foi tirado de casa por homens armados e levado para a carceragem do Destacamento de Operações de Informações do 1º Exército (DOI-I), na Tijuca. De acordo com a versão sustentada pelo Exército por 43 anos, Paiva teria fugido após uma operação de resgate promovida por aliados políticos.

Os militares contaram que, em 22 de janeiro de 1971, um capitão (Raymundo de Campos) e dois sargentos levaram o parlamentar em um fusca para fazer o reconhecimento de uma casa. Ao chegarem no Alto da Boa Vista, no Rio de Janeiro, o veículo teria sido fechado e outros dois carros, com cerca de oito guerrilheiros teriam atacado e incendiado o fusca. Rubens Paiva teria sido resgatado em meio ao tiroteio.

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