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Processo de extradição » Advogado de Pizzolato vai pedir prisão domiciliar e bracelete eletrônico O pedido será feito hoje durante uma audiência marcada para as 11h sobre o caso na Corte de Apelações de Bolonha

Ana D'angelo - Correio Braziliense

Leandro Kleber

Publicação: 07/02/2014 07:38 Atualização:

O advogado Lorenzo Bergami, que representa o ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil na Itália, disse nessa quinta-feira que deverá pedir para que o cliente possa responder ao processo de extradição em prisão domiciliar, usando bracelete eletrônico. O pedido será feito hoje durante uma audiência marcada para as 11h sobre o caso na Corte de Apelações de Bolonha. Se o pedido de prisão domiciliar for aceito, Pizzolato deve ficar na casa de seu sobrinho em Maranello, onde foi preso. Diferentemente do Brasil, na lei italiana não existe liberdade provisória.

Bergami explicou que, na audiência, duas perguntas serão levantadas pelos três juízes: “Vão pedir sua identidade. Depois vão perguntar se ele quer ou não ser extraditado”. Se Pizzolato dissesse que gostaria de ser extraditado, “o procedimento seria rápido” e poderia durar uma semana. Mas, como ele vai dizer que não quer ser extraditado, todo o processo, que pode acabar na Corte de Cassação de Roma, pode chegar a demorar seis meses. “Ele está abatido. Acho que ele já esperava (ser preso). Olhando suas imagens na internet e vendo ele agora, certamente envelheceu. A mulher está abalada”, disse o advogado.

Nessa quinta-feira, pela primeira vez uma autoridade italiana admitiu que existem brechas para extraditar Henrique Pizzolato para o Brasil, apesar de ele ter dupla cidadania. “Existe um tratado bilateral com o Brasil que permite que se extradite o cidadão com dupla nacionalidade. Ele é um cidadão preso provisoriamente para fins de extradição”, disse o diretor da divisão de cooperação internacional da polícia italiana, Francesco Fallica.

O Brasil tem 40 dias para enviar os documentos com o pedido de extradição. Segundo Fallica, o caso passará à esfera judicial, que vai decidir o mérito do pedido brasileiro e, em caso positivo, a decisão final caberá ao Ministério da Justiça italiano. A ação correrá na Corte de Apelação de Bolonha, que tem jurisdição sobre Modena, onde Pizzolato está preso. Pizzolato prestou seu primeiro depoimento à polícia logo após a detenção no quartel dos carabinieri (polícia italiana) em Modena.

Extradição O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse que o governo pedirá à Itália a extradição do condenado. No entanto, ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) avaliam que a medida é “inócua”. Para Celso de Mello, o pedido é “juridicamente inviável”, já que Pizzolato possui cidadania italiana e as leis locais proíbem a extradição de seus cidadãos. Já a Procuradoria-Geral da República pensa como Francesco Fallica e considera que existem brechas legais.

Conexões nas redes sociais

As conexões de Henrique Pizzolato com o sobrinho Fernando Grando, dono do apartamento em Maranello, na Itália, onde o ex-banqueiro foi preso, eram evidentes nas redes sociais. Grando, que trabalha na Ferrari, tem o perfil no Facebook aberto a desconhecidos e é amigo na rede social da mulher do tio, Andréa Haas. Uma pesquisa na página do sobrinho mostra a relação dos dois na internet e poderia servir como pista para a Polícia Federal chegar até o foragido da Justiça. Vizinhos do apartamento disseram à imprensa que já viam Pizzolato circulando pelo local há três meses. Mas também há versões de que ele estaria no apartamento há menos de 10 dias. O perfil da mulher de Pizzolato na rede social, reservado somente para conhecidos, é usado, principalmente, para criticar o julgamento feito pelos ministros do Supremo Tribunal Federal. A foto principal da página dela é “STF errou”.

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