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Liberdade » Médica cubana pode circular pelo país até a análise do pedido de refúgio Procurador estuda ação coletiva a favor dos trabalhadores da ilha caribenha

Adriana Caitano - Correio Braziliense

Publicação: 07/02/2014 07:29 Atualização:

Ramona deixa a Delegacia de Imigração da Polícia Federal: ela trabalhará na Associação Médica Brasileira foto: José Cruz/Agência Brasil (José Cruz/Agência Brasil)
Ramona deixa a Delegacia de Imigração da Polícia Federal: ela trabalhará na Associação Médica Brasileira foto: José Cruz/Agência Brasil

A médica cubana que pediu refúgio ao Brasil após desistir do programa Mais Médicos teve ontem o primeiro dia de “liberdade total” no país, segundo ela. No início da tarde, Ramona Matos Rodríguez foi à Delegacia de Imigração da Polícia Federal, no Aeroporto de Brasília, buscar o documento que possibilita a estada em solo brasileiro até que o Comitê Nacional para os Refugiados (Conare) decida se a permanência de forma legal será definitiva. Hoje, ela irá à Delegacia Regional do Trabalho para fazer a Carteira de Trabalho. Na próxima semana, ela será contratada na área administrativa da Associação Médica Brasileira (AMB).

O protocolo entregue pela PF registra que o Conare concedeu o refúgio temporário a Ramona, que agora pode circular livremente no país. Ela diz ter ficado escondida de sábado, quando fugiu de Pacajá (PA), onde atuava no programa do governo federal, até terça-feira, quando chegou à Câmara dos Deputados. A cubana ficou alojada na liderança do DEM até a noite de quarta, quando foi feito o pedido de refúgio. Desde então, ela está no apartamento funcional em que vive o deputado Abelardo Lupion (DEM-PR). “Meu momento mais lindo hoje (ontem) foi poder andar pelas ruas e respirar ar puro, pois, quando fiz o curso do programa, no ano passado, não podia sair do hotel. No Pará, eu não podia sair sem autorização do meu supervisor”, disse a médica ao Correio.

Ramona relata que, na última segunda-feira, procurou a embaixada dos Estados Unidos em Brasília para pedir asilo político. Ela afirma ter descoberto pela internet, quando estava em Pacajá, que uma ONG americana oferecia ajuda a médicos cubanos que queriam desertar de missões para as quais eram enviados por Cuba. “Na embaixada, disseram-me que ia demorar uns três meses para eu ter resultado e teria que ficar escondida, mas resolvi procurar o deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO) quando soube que a Polícia Federal tinha ido atrás de mim em Pacajá”, conta.

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