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Campanha » Jair Bolsonaro diz ter apoio de pernambucano para presidir a Comissão de Direitos Humanos

Tércio Amaral

Publicação: 06/02/2014 09:40 Atualização: 06/02/2014 09:57

Parlamentar é conhecido por seu perfil conservador. Foto: Monique Renne/CB/D.A Press
Parlamentar é conhecido por seu perfil conservador. Foto: Monique Renne/CB/D.A Press

O polêmico deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) está em plena campanha para presidir a Comissão dos Direitos Humanos na Câmara Federal. O parlamentar tem se articulado com lideranças evangélicas no Congresso Nacional para conquistar o posto. Segundo ele, entre seus principais aliados estão o atual presidente da CDH, o pastor Marco Feliciano (PSC-SP), e o deputado federal pernambucano e líder de seu partido, Eduardo da Fonte. Aos mais próximos, Bolsonaro se diz "otimista".

"Estou fechado com a bancada evangélica e tenho o apoio do líder do meu partido. Não acredito que o PT vai se interessar pela comissão. Isso é desejo de uma minoria do PT. Eles vão querer algo maior", disse Bolsonaro ao jornal O Globo desta quinta-feira (6). Assim como Marco Feliciano, Bolsonaro é alvo de constantes polêmicas com movimentos sociais.

Em setembro do ano passado, o deputado tentou impedir os trabalhos da Comissão da Memória e da Verdade, que investiga os crimes cometidos pelos militares durante a ditaduta (1964-1985). Na ocasião, Bolsanaro trocou agressões com o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP). A Comissão tentava visitar as antigas instalações do Destacamento de Operações de Informações — Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi), no bairro da Tijuca, na cidade do Rio de Janeiro.

A vontade de Bolsanaro pode ser realizada por conta da "matemática política".O seu partido, o PP, tem direito a presidir duas comissões na Câmara Federal neste ano. A legenda cogita escolher a Comissão de Agricultura e dos Direitos Humanos. Alguns deputados petistas, que estão de olho na reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT), trabalham para que o comando da CDH volte ao partido. O PT tem direito a três comissões e quer evitar polêmicas como aconteceu como o pastor e deputado Marco Feliciano, acusado de racista e homofóbico por movimentos sociais.

Bolsonaro disse ainda que não teme as resistências que seu nome enfrentará, dada suas posições nesse campo. "Não estou preocupado com isso. Tiro de letra essas críticas. Sinto que já estou com um pé dentro da comissão", afirmou Bolsonaro. O parlamentar afirmou ainda que, se a comissão não sobrar para seu partido, já há acordo para tentar outros nomes, como do Pastor Eurico (PSB-PE) e de Marcos Rogério (PDT-RO), ambos também aliados de Feliciano.

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