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Discurso forte » "Estreia" petista na oposição da Assembleia Legislativa

Júlia Schiaffarino

Publicação: 06/02/2014 07:20 Atualização:

Leite (na tribuna) puxou os discursos contra o governo foto: Roberto Soares/ALEPE (Roberto Soares/ALEPE)
Leite (na tribuna) puxou os discursos contra o governo foto: Roberto Soares/ALEPE

Com um discurso incisivo, no qual chamou o governo do PSB de “ingrato”, a nova política difundida pelos socialistas de “falsa” e reivindicou a paternidade de obras executadas em Pernambuco nos últimos sete anos, o PT “estreou” ontem na liderança da oposição na Assembleia Legislativa. O pronunciamento do novo líder da bancada, Sérgio Leite, veio um dia após o governador Eduardo Campos classificar a gestão de Dilma Rousseff de “mofada”.

“Pernambuco jamais seria o que é hoje se não fosse Lula. E Dilma foi responsável por muitos desses investimentos enquanto esteve no ministério e quando assumiu a presidência continuou com eles… Um governo que teve tantos investimentos não pode ser tão ingrato”, disparou Leite.

Ao deixar claro o novo comportamento que será adotado a partir de agora pela oposição, o petista prometeu apresentar dados para contrapor os discursos de Eduardo. “Precisamos esclarecer muitas coisas que são colocadas aqui como um mero plano de marketing, como se Pernambuco fosse tudo um paraíso”.

O único deputado governista a falar foi o ex-petista André Campos (PSB), que deixou o partido em 2013. Campos questionou a postura de Leite, já que o deputado, juntamente com o PT, pertenceu à base da gestão socialista. “Vossa Excelência levou sete anos para descobrir esses defeitos?”, ironizou. A resposta foi dada com a indicação de que as insatisfações pairavam na Casa, apesar da falta de pronunciamentos críticos. “Fui governo porque meu partido estava no governo, mas agora estou livre”, rebateu Leite.

Ironia

Teresa Leitão, que preside o PT em Pernambuco, também aparteou Leite, e usou o tempo para responder ao ex-correligionário, usando versos do samba Com que roupa? de Noel Rosa. “O senhor, André Campos, vai de amarelo até agora, mas até ontem usava vermelho… Esse discurso da nova política é ruim por causa disso. O que o país precisa é da boa política, da transparência”.

A série de apartes foi finalizada pelo democrata Maviael Cavalcanti, que subiu à tribuna e proferiu ironicamente só uma frase. “Agradeço a Deus porque a Assembleia ressuscitou”, disse, em alusão às críticas de que os últimos quatro anos haviam sido marcados por debates mornos.

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