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Por asilo político » CFM considera como corajosa a atitude de médica cubana, que fugiu do Pará A profissional fugiu do estado e pediu asilo político ao Brasil, pois, segundo ela, não recebia o salário a que tinha direito pela participação no programa Mais Médicos

Julia Chaib - Correio Braziliense

Publicação: 05/02/2014 11:10 Atualização: 05/02/2014 13:21

Ramona fugiu do estado e pediu asilo político ao Brasil, pois, segundo ela, não recebia o salário a que tinha direito pela participação no programa. Foto: Wilson Dias/Agência Brasil
Ramona fugiu do estado e pediu asilo político ao Brasil, pois, segundo ela, não recebia o salário a que tinha direito pela participação no programa. Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

O Conselho Federal de Medicina (CFM) anunciou, nesta quarta-feira (5/2), que aprovou a atitude da médica cubana Ramona Matos Rodríguez, 51 anos, que atuou no Pará pelo programa Mais Médicos. Ramona fugiu do estado e pediu asilo político ao Brasil, pois, segundo ela, não recebia o salário a que tinha direito pela participação no programa. A profissional está refugiada na Câmara do Deputados.

"Quero parabenizar Ramona pela coragem de fugir e relatar o que estava acontecendo", afirmou o presidente do CFM, Roberto d'Ávila. Ele também disse que já esperava que algo parecido fosse acontecer em algum momento. "O CFM sabe que há cinco mil médicos cubanos que fugiram da Bolívia para Miami".

 

Ramona assinou em setembro o contrato em Cuba, com a promessa de receber mil dólares americanos por mês, cerca de R$ 2,5 mil. A médica mostrou o contrato assinado com a Sociedade Mercantil Cubana Comercializadora de Serviços Médicos Cubanos S.A., em que estão especificados os valores.

A cubana relata que, durante o curso de preparação para os profissionais do Mais Médicos, em outubro, em Brasília, soube que os colegas vindos de outros países receberiam salário entre R$ 10 mil e R$ 15 mil. “Me senti enganada, muito mal, e fiquei pensando em como sair (do programa)”, contou.

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