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Desistência » Médica cubana deixa o Mais Médicos e pede asilo no DEM, em Brasília

Publicação: 05/02/2014 09:09 Atualização: 05/02/2014 18:33

Foto: Sidney Lins Jr.
Foto: Sidney Lins Jr.

A médica cubana Ramona Matos Rodriguez está abrigada desde o início da noite desta quarta-feira (3) na liderança do Democratas na Câmara Federal, onde terá apoio jurídico para pedido de asilo político. A profissional pediu ajuda ao Democratas depois que obteve a suposta informação de que a Polícia Federal (PF) esteve a sua procura e seus telefones estão sendo rastreados pela PF. Ramona fugiu no último sábado (1) da cidade de Pacajá, no interior do Pará, na região Norte, onde atuava pelo programa Mais Médicos, uma das vitrines da gestão da presidente Dilma Rousseff (PT).

O pedido de asilo será protocolado nesta quarta-feira (5) no Ministério da Justiça. A médica disse que se sentiu enganada ao tomar conhecimento de que o contrato assinado em Cuba com uma sociedade anônima de nome Comercializadora de Serviços Médicos Cubanos, não com a OPAS, não correspondia às condições anunciadas pelo governo brasileiro. Ramona assinou o contrato de US$ 1 mil, US$ 400 dos quais recebia no Brasil e os outros US$ 600 seriam depositados numa conta em Cuba com acesso à médica apenas ao final de seu trabalho no Brasil daqui a três anos. O valor do salário anunciado pelo programa é de R$ 10 mil reais.

“O que o deputado Caiado trouxe hoje ao plenário desta Casa Legislativa é uma ação do governo cubano, com a cooperação nefasta do governo brasileiro, de perseguição a uma médica que foi trazida na ilusão de prestar serviços ao povo brasileiro. Não somos contra mais médicos que venham atender a população de baixa renda. Somos contra, sim, esse regime escravocrata, que cobra do governo brasileiro R$ 10 mil e paga menos de R$ 1 mil reais ao médico cubano”, criticou o líder do partido na Câmara, o deputado federal Mendonça Filho (PE) após o deputado Ronaldo Caiado denunciar o fato no plenário da Câmara Federal.

“Fiquei com muito medo quando uma amiga me informou que a polícia foi atrás de mim e meu telefone estava rastreado. Foi aí que pedi apoio ao deputado. Esse contrato é um engano”, afirmou Ramona Rodriguez. Ela contou que descobriu a diferença entre o contrato cubano e o programa anunciado no Brasil quando fez o curso inicial em Brasília, em outubro, quando chegou ao Brasil.

No período, segundo ela, médicos de outros países, que também atuariam no programa, informaram que receberiam o salário de R$ 10 mil. Seu contrato foi assinado em setembro com a Sociedade Mercantil Cubana Comercializadora de Serviços Médicos Cubanos S.A., ao contrario do anunciado pelo governo brasileiro de que seria um convênio com a Organização Panamericana da Saúde (OPAS). Em momento algum a OPAS é mencionada no documento de prestação de serviços.

Ramona, médica há 27 anos especialista em medicina geral, contou ainda que tem um cartão de residência no Brasil e para se deslocar para outra cidade “ fora de Pacajá” deveria comunicar ao seu supervisor cubano instalado em Belém.

 

Com informações da assessoria de imprensa do DEM

Esta matéria tem: (1) comentários

Autor: aldir da paz
espera ai: o MTE sabe desse contrato absurdo porque num faz nada? que enganação!!!! mas se tem bolsa-familia ta tudo bem, né??? | Denuncie |

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