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Críticas » Unidos no discurso antigoverno Dilma Ao apresentar diretrizes do programa de governo, Marina e Eduardo centram críticas à petista

Rosália Rangel

Publicação: 05/02/2014 07:16 Atualização:

Encontro serviu também para justificar os motivos que levaram ambos a optarem pelo lado da oposição foto: Antonio Cruz/AGENCIA BRASIL (Antonio Cruz/AGENCIA BRASIL)
Encontro serviu também para justificar os motivos que levaram ambos a optarem pelo lado da oposição foto: Antonio Cruz/AGENCIA BRASIL

Mesmo sem ter o nome citado textualmente, a presidente Dilma Rousseff (PT) foi o principal alvo das críticas dos discursos do governador de Pernambuco e presidenciável do PSB, Eduardo Campos, e da ex-senadora Marina Silva (PSB/AC) ontem, em Brasília, durante a apresentação das diretrizes do programa de governo idealizado pelo PSB/Rede. “Não podemos mais tolerar esse velho pacto político, que mofou e que não vai produzir mais nada de novo e de bom para o povo brasileiro”, declarou Campos.

O evento serviu também para Eduardo Campos justificar porque o seu partido optou por lançar candidato próprio à Presidência da República. O socialista afirmou que a “sensação” de que o Brasil “freou” impôs ao PSB a decisão de romper com o PT, apesar da sigla, segundo lembrou, ter ajudado a construir a vitória do atual governo em 2010.

Na apresentação do programa, Eduardo foi tratado como candidato pelos presentes. “Brasil, pra frente, Eduardo presidente!”, entoaram os militantes. Em troca da saudação, ele elevou o tom nas críticas à gestão petista. “Não há nesse país ninguém que ache que mais quatro anos do que está aí vai fazer bem ao povo brasileiro, nem eles mesmos. Eu e Marina ouvimos todos os dias, de muitos que estão lá, que estão apenas contando as horas para estar aqui”.

O socialista também disparou contra a mudança ministerial promovida por Dilma nas pastas da Saúde e da Educação. “Temos esse quadro de estagnação na saúde, na educação. E quando se faz uma mudança, ela visa simplesmente o arranjo eleitoral, e não dar uma solução para o problema”. Ele também alfinetou o PT com uma referência a um texto publicado pelo partido nas redes sociais, com ofensas a ele. “Nossa paciência revolucionária vai vencer. Vamos para o debate com argumentos, não com xingamentos”, disse.

A questão econômica, tema sempre citado nas críticas de Eduardo contra o governo Dilma, também esteve presente no discurso. “Se o país passar uma década crescendo a 2% vai acontecer o que acontece hoje. O analfabetismo crescendo, o país perdendo competitividade e a indústria caindo”, pontuou.

Marina Silva, por sua vez, agiu de forma um pouco mais discreta. “O candidato a presidente é ele”, disse a ex-ministra. Em uma fala um pouco mais breve que a do socialista, também pontuou algumas críticas ao sistema político. “É preciso dar sustentabilidade não só à economia, mas também à política. O ambiente político brasileiro, do jeito que está, é insustentável”.

Em entrevista, Marina respondeu de forma evasiva quando perguntada sobre como conciliaria a “nova política” com as exigências de governabilidade, caso eleita. “Faremos uma governabilidade baseada em programa. O nosso projeto é aberto para todos os partidos que queiram construir em bases programáticas”, disse.

A aliança PSB/Rede ocupou, na manhã de ontem, o auditório Nereu Ramos, na Câmara dos Deputados.

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