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Eleições de 2014 » Marina Silva diz que Eduardo Campos não tem a metade dos preconceitos que ela enfrenta

Tércio Amaral

Publicação: 04/02/2014 10:58 Atualização: 04/02/2014 13:25

 (Reprodução/Internet)

A ex-ministra Marina Silva declarou, durante o lançamento das diretrizes programáticas da Rede e do PSB, que o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, pré-candidato à Presidência da República nestas eleições, tem certa vantagem ao ser comparado a ela. “Eduardo não tem a metade dos preconceitos que eu tenho que enfrentar”, revelou durante seu discurso na manhã desta terça-feira (4), Nereu Ramos, na Câmara dos Deputados, em Brasília.

Na ocasião, Marina lembrou sua região de origem, o Norte do Brasil, mas ponderou que Eduardo Campos é do Nordeste. A ex-senadora, logo a após a aliança com o PSB, teve que lidar com algumas alianças que os socialistas começavam a costurar em alguns estados, como o de Goiás, com o deputado Ronaldo Caiado (DEM), uma das maiores lideranças no agronegócio no país. Marina defende o discurso do desenvolvimento sustentável. Ela foi a segunda política a discursar no encontro, logo após o deputado e presidente nacional do PPS, Roberto Freire.

Marina também não anunciou sua intenção de ser vice do governador de Pernambuco na chapa presidencial, como era especulado inicialmente. Aliás, a ex-senadora declarou que a aliança da Rede com o PSB não foi pensada para sustentar palanques. “Nós estamos aqui reafirmando não com palavras aquilo que dizemos no dia 5 de outubro quando fizemos a aliança programática Rede e PSB (...) Não há aliança apenas no tempo de televisão, na estrutura, no marketing. Nós precisamos ampliar as conquistas, mantendo-as, não com atitude de complacência com os erros que tem sido feitas. Manter as conquistar e corrigir os erros”, declarou.

A ex-senadora voltou a focar no discurso da nova política. Sem citar a gestão da presidente Dilma Rousseff, Marina disse que "o entulho da velha política atrapalha" o país. “Não se discute proposta, não se discute ideias. Se discute o tempo que terá na televisão. Se discute palanque. Essa política em base em estrutura é ela que precisa mudar. Quem vai ser vitorioso, eu tenho dito, serão as posturas, as ideias que não temos uma ideia milista”.

Crítica a reforma ministerial

Marina Silva também criticou a forma como as reformas ministeriais estão sendo conduzidas no Brasil. Recentemente, a presidente Dilma Rousseff (PT) empossou os novos ministros da Saúde, da Educação, da Casa Civil e da Comunicação Social - todos afinados com a estratégia do PT para manter-se mais quatro anos no poder. O ex-presidente Lula, seu maior aliado, também opinou sobre a reforma.

“As mudanças que são feitas, as reformas ministeriais não são feitas para lidar com esses diagnósticos e sim pensando nas próximas eleições. Quando fizemos essa aliança, foi com base nessa esperança que a Rede buscou o PSB, buscou o governador Eduardo Campos. Se nós prosperarmos no programa, um programa é muito fácil de ser feito. Muitos programas bons são feitos. Mas muitas vezes são mera literatura”, disse a ex-ministra lembrando dos baixos índices de avaliação da educação brasileira.

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