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Reforma ministerial » Quebra-cabeça para contemplar o PMDB Dilma deu recado aos novos ministros: "Trabalhar, trabalhar muito, trabalhar pelo Brasil e pelos brasileiros"

Correio Braziliense

Publicação: 04/02/2014 07:31 Atualização:

Durante solenidade de posse dos novos ministros, presidente fez exigências aos novos integrantes do governo foto: Lucio Bernardo Junior/Câmara dos Deputados (Lucio Bernardo Junior/Câmara dos Deputados)
Durante solenidade de posse dos novos ministros, presidente fez exigências aos novos integrantes do governo foto: Lucio Bernardo Junior/Câmara dos Deputados

Resolvida a questão de parte do PT, a presidente Dilma Rousseff aproveitou o dia de ontem para negociar espaços para o PMDB na reforma ministerial e evitar, assim, problemas com o maior aliado em sua campanha pela reeleição. Dilma iniciou o dia empossando os novos ministros da Saúde, da Educação, da Casa Civil e da Comunicação Social - todos afinados com a estratégia do PT para manter-se mais quatro anos no poder - e terminou com uma reunião com o vice-presidente, Michel Temer; o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL); e o líder do governo no Senado, Eduardo Braga (AM).

Os sinais trocados impacientavam os aliados. “Era para a presidente ter resolvido isso antes do Congresso voltar aos trabalhos. Demorou e, agora, ficamos aqui, esperando, para ver o que ela quer”, reclamou um integrante do PMDB da Câmara. Na noite de domingo, a cúpula peemedebista reuniu-se em um piquenique no Palácio do Jaburu, residência oficial da Vice-Presidência. Queixaram-se da opção da presidente de priorizar a reforma de acordo com os interesses petistas e deixar em segundo plano os partidos da base aliada.

Mas, ao longo do dia, surgiu uma luz para os insatisfeitos. O senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), que em novembro “comprou terno novo e cortou cabelo, mas não virou ministro”, nas palavras irônicas de um companheiro de Senado, foi informado, por Michel Temer, que seria indicado para ser ministro dos Portos. Assim, a bancada de senadores do PMDB ficaria contemplada com mais uma pasta. Mas a equação segue aberta.

O PTB, por sua vez, foi informado pelo novo ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, de que seria chamado para uma conversa ainda ontem com Dilma e o próprio Mercadante. Os petebistas não escondem que gostariam de assumir o Ministério do Turismo, hoje na cota do PMDB da Câmara. “Se nós perdermos o Turismo, entregamos a Agricultura. É melhor ficar sem nada”, rebateu em tom de pirraça o líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ). O PTB pode entrar no governo, mas não, necessariamente, onde deseja.

Dilma tem de resolver o problema do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (Mdic), cujo ministro, Fernando Pimentel, deixa a pasta no fim do mês. Ela convidou Josué Gomes, filho do ex-vice-presidente José Alencar, mas ele recusou o convite. Ela ainda pretende convidar o ex-presidente do Grupo Pão de Açúcar Abílio Diniz, na tentativa de ter um nome de peso do setor privado para passar uma imagem de confiança aos mercados.

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