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De fora da reforma ministerial » Ideli perde força com a ida de Mercadante para a Casa Civil Por enquanto, a ministra das Relações Institucionais permanece no cargo, apesar de estar com imagem desgastada por ter cometido falha ética por uso de helicóptero

Amanda Almeida

Grasielle Castro

Publicação: 31/01/2014 06:57 Atualização:

A tendência é que a petista, no entanto, perca espaço na articulação política entre o Palácio do Planalto e os parlamentares, com a posse de Aloizio Mercadante na Casa Civil foto: Paulo Paiva/DP/D.A Press (Paulo Paiva/DP/D.A Press)
A tendência é que a petista, no entanto, perca espaço na articulação política entre o Palácio do Planalto e os parlamentares, com a posse de Aloizio Mercadante na Casa Civil foto: Paulo Paiva/DP/D.A Press

Mesmo com a imagem desgastada depois de ter sido acusada pelo relatório da Comissão de Ética Pública da Presidência da República de ter cometido falha ética ao usar o único helicóptero da Polícia Rodoviária Federal em Santa Catarina, conveniado com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), para visitar as bases no estado, a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, deve, por ora, ficar de fora da reforma ministerial e se manter no cargo. Na avaliação de lideranças do Congresso, a tendência é que a petista, no entanto, perca espaço na articulação política entre o Palácio do Planalto e os parlamentares, com a posse de Aloizio Mercadante na Casa Civil.

A troca de Ideli ainda não é descartada e pode fazer parte de uma segunda reforma ministerial. A ministra ainda considera a possibilidade de se candidatar ao Senado por Santa Catarina. Para isso, terá de se descompatibilizar do cargo até abril, de acordo com o calendário eleitoral. Outro caminho possível é ela continuar na Esplanada, porém mudar de pasta.

Ontem, a presidente Dilma Rousseff informou aos seus líderes no Congresso – do Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM), da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), e do Congresso, José Pimentel (PT-CE) – que os manterá na posição este ano. “Ela fez uma avaliação positiva da articulação no Congresso e disse que gostaria de deixá-los no posto. O entendimento foi que a dinâmica continua a mesma, inclusive com a Ideli. Não foi tratada qualquer possibilidade de ela sair”, relata um cacique no Senado. Havia a expectativa da troca da ministra porque, além do desgaste pelo uso do helicóptero para compromissos políticos, Ideli vinha enfrentando críticas de parlamentares da base por ter deficiências na articulação política.

Segundo lideranças do Senado, a intenção de Dilma ao manter a mesma estrutura no Congresso e Ideli no cargo é não mexer em uma área estratégica em ano eleitoral. “Neste período, os parlamentares ficam mais propensos a traições. Os quatro (Chinaglia, Pimentel, Braga e Ideli) já estão lidando com a base há mais tempo, sabem quem pode trair e, assim, com quem têm que negociar”, avalia um senador da base. Mesmo sem a mudança formal, lideranças acreditam que Ideli deve perder parte do papel de articuladora para Mercadante, que deixa o Ministério da Educação para assumir a Casa Civil. Parlamentares da base comemoram a chegada de Mercadante, que sempre atuou nos bastidores do Congresso.

Pautas bomba

A ministra Ideli e os três líderes do governo no Congresso se reuniram ontem para tratar da pauta do ano. De acordo com Chinaglia, Braga e Pimentel, foi reforçado o pedido para que as chamadas “pautas bomba”, propostas com grande impacto nas finanças públicas, não façam parte da agenda dos parlamentares. No fim do ano, a ministra iniciou a articulação com os líderes para base para evitar a aprovação de qualquer proposta que pudesse causar impacto no orçamento. O acordo foi consolidado em reunião do Conselho Político para discutir o cumprimento das metas fiscais. Na época, os líderes de partidos da base aliada divulgaram uma nota se comprometendo a apoiar o Pacto pela Responsabilidade Fiscal proposto pelo governo federal.

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