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Palácio do Planalto » Rolezinho é problema dos estados Ministros recebem lojistas de shoppings, sinalizam que o Palácio não deve se envolver diretamente e sugerem às polícias que não sejam "preconceituosas"

Correio Braziliense

Publicação: 30/01/2014 10:30 Atualização:

O fenômeno dos rolezinhos foi o tema de uma reunião, na manhã de ontem, no palácio do Planalto, entre representantes dos lojistas de shopping centers e ministros do governo Dilma. No encontro, o governo preferiu manter-se neutro em relação aos movimentos. Em nota, a Secretaria-Geral da Presidência informou apenas que uma nova reunião foi marcada para 25 de fevereiro, em São Paulo, com diretores de shoppings. Participaram do encontro as ministras da Igualdade Racial, Luiza Bairros, e da Cultura, Marta Suplicy, além da secretária nacional de Juventude, Severine Macedo, e do Secretário-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho.

Em tom vago, a nota palaciana comenta que “foi reafirmado pelo governo o entendimento de que o diálogo é o principal instrumento de compreensão e construção de padrões de convivência com esses eventos”. O texto destaca ainda que, para os ministros, existe a necessidade de “reorientação dos padrões de atuação e da cultura das forças de segurança, nos diversos níveis da Federação, no sentido de evitar posturas preconceituosas e discriminatórias ou ações inadequadas e desproporcionais”. O documento prossegue reconhecendo a necessidade de aprofundar as políticas públicas para a juventude nas áreas de cultura, lazer e esporte.

O presidente da Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop), Nabil Sahyoun, ressaltou que, para o Planalto, o tema deve ser tratado principalmente com os governos estaduais. “Eles (os ministros) entendem que é preciso um trabalho pontual com as secretarias de Segurança de cada estado. E entendem que, quando há um chamamento com 10 mil, 12 mil pessoas, a prevenção com uso do policiamento é totalmente factível”, disse ele, após participar do encontro. “Nós sugerimos ao governo federal que nos apoiasse, nas conversas com prefeituras e governos estaduais, para dar utilidade a espaços públicos que hoje estão subutilizados. É o caso do Sambódromo de São Paulo, que hoje fica ocioso durante 11 meses do ano”, exemplificou Sahyoun.

Além da Alshop, também participaram da reunião a Associação Brasileira de Franchising, proprietários de shoppings e o presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah. Sahyoun afirmou que os shoppings continuarão fechando as portas caso haja novas convocações para rolezinhos com grande número de participantes. “Não há alternativa. Se abre e acontece algum acidente, o shopping vai ser processado, vai ser considerado inseguro, e isso nós não podemos admitir. Para nós, a segurança está sempre em primeiro lugar”, comentou ele.

Ainda segundo Sahyoun, um levantamento preliminar da Alshop estimou em 25% as perdas do mês de janeiro por causa dos rolezinhos em lojas de shoppings que foram alvo dos rolezinhos. A queda se refere à comparação com o mesmo período do ano passado. “Perdem os lojistas, perdem os próprios funcionários, que deixam de receber suas comissões, e perdem as pessoas que pretendiam ir ao shopping”, avaliou.

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