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Polêmica » Dilma diz que escolhe o restaurante que quiser porque paga a própria conta

Publicação: 29/01/2014 11:41 Atualização: 29/01/2014 14:45

A presidente Dilma Rousseff respondeu às críticas sobre sua ida a Lisboa no último sábado (25), onde jantou no badalado restaurante Eleven. A escala da presidente na capital de Portugal levou o PSDB a entrar com uma representação na Procuradoria-Geral da República para que a passagem pela capital portuguesa seja investigada, assim como os gastos públicos envolvidos no episódio. "Eu escolho o restaurante que for porque eu pago a minha conta", afirmou Dilma, em entrevista coletiva em Cuba. "Não há a menor condição de eu usar o cartão corporativo e misturar o que é consumo privado e público."

Questionada se o fato de a agenda ter sido revelada não afeta sua imagem de austeridade, Dilma respondeu que já se acostumou com notícias negativas. "Cheguei a um ponto em que o couro ficou duro", disse.

A parada de Dilma em Lisboa ocorreu depois da participação da presidente no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suiça. Ela chegou à Suiça na quinta-feira e, no sábado, viajaria para Cuba para participar da 2.ª Cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos. Mas a comitiva presidencial, composta por 45 pessoas, parou em Lisboa sem avisar. O Palácio do Planalto explicou que a escala se tratava de uma parada técnica para abastecer o avião. Segundo o ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, ela foi decidida de última hora.

O governo português e o chef do restaurante onde Dilma jantou, no entanto, revelaram que tinham sido avisados da visita presidencial já na quinta-feira. Na entrevista em Cuba, a presidente reafirmou a versão do chanceler segundo a qual a parada técnica era obrigatória, já que o avião presidencial não tem autonomia para fazer a viagem entre a Suíça e Cuba. Segundo Figueiredo, havia duas possibilidades para uma parada técnica, em Lisboa e em Boston, nos EUA. Por causa do mau tempo nos EUA, optou-se por Lisboa.

Dilma disse também que há uma exigência dela para que todos os ministros que a acompanham na comitiva paguem sua conta durante as viagens. Ela disse que já houve até um "caso chato", como em um de seus aniversários, quando ela foi a um restaurante em Moscou, na Rússia, e uma pessoa da comitiva se assustou com o valor da conta, mas desembolsou o dinheiro. "No meu aniversário eu também paguei. Tinha gente que estava acostumada que o pagamento seria do governo", disse a presidente, irônica. "É que tem gente que acha esquisito uma presidente dividir a conta. Acho isso extremamente democrático e republicano", completou.

Com agências

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