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Articulações » Aliados, mas em compasso distinto para a disputa das eleições

Suetoni Souto Maior

Publicação: 29/01/2014 07:57 Atualização:

Armando tem ouvido todos os partidos aliados foto: Roberto Ramos/DP/D.A PRESS (Roberto Ramos/DP/D.A PRESS)
Armando tem ouvido todos os partidos aliados foto: Roberto Ramos/DP/D.A PRESS

Os relógios de PT e PTB não têm batido em sincronia quando o assunto é articulação para a disputa das eleições deste ano. Aliados preferenciais para o pleito deste ano, enquanto os petistas estão voltados para a discussão interna sobre ter ou não candidato próprio para a sucessão do governo, os petebistas já tiveram conversas com todos os partidos que integram a base aliada da presidente Dilma Rousseff (PT).

O senador Armando Monteiro Neto (PTB) não esconde o desejo de disputar o governo, sonho acalentado desde que, a pedido do ex-presidente Lula, retirou a candidatura em 2006 para apoiar o hoje senador Humberto Costa (PT) ainda no primeiro turno. Com a derrota do petista, Monteiro migrou para o palanque do governador Eduardo Campos (PSB), que foi eleito naquele ano e reeleito quatro anos depois.

Além do PT, Armando Monteiro manteve encontros com dirigentes de PCdoB, PDT, PRB, PR, PSC, PTC, PTN e PMDB. O senador trata de minimizar o caráter terminativo das conversas sempre que questionado sobre acertos, mas enfatiza que as conversas vão continuar. “Tenho mantido um diálogo permanente com lideranças de todos os partidos que integram a base da presidente Dilma”, resume-se a dizer.

Armando tem evitado dar declarações em relação ao andamento de acertos, principalmente porque há dificuldades para a atração de algumas siglas da base, por elas manterem relação histórica com o governador Eduardo Campos. É o caso, por exemplo, do PDT, que, apesar da orientação do presidente nacional da sigla, Carlos Lupi, para que sejam priorizadas as alianças na base de Dilma, mantém posição pró-Campos.

O secretário-geral do PDT, Wellington Batista, revelou que, ao menos oficialmente, não houve recomendação ao partido e que o tema será discutido mais perto do período das convenções, que ocorrem em junho. O deputado federal Eduardo da Fonte, presidente estadual do PP, também não fecha questão sobre as alianças e poderá estar no palanque de apoio ao candidato de Eduardo Campos ou de PT e PTB.

A presidente estadual do PT de Pernambuco, Teresa Leitão, ressaltou que o assunto definição de alianças não foi esquecido pela sigla, mas terá que esperar. O partido fará a primeira reunião da executiva na próxima segunda-feira e está criando a comissão política de tática eleitoral para aprofundar o debate. A sigla ainda vai definir se terá candidato ou se, atendendo pedido do ex-presidente Lula, vai apoiar a candidatura de Armando Monteiro.

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