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Sucessão » Bezerra Coelho defende nome político para governo e diz que não quer Senado

Júlia Schiaffarino

Publicação: 28/01/2014 12:16 Atualização: 28/01/2014 13:27

O ex-ministro da Integração Nacional Fernando Bezerra Coelho (PSB) dá sinais de que não aceitará ser descartado para a sucessão estadual de maneira tão passiva. “Temos diversos nomes que variam de técnicos a políticos e eu acho que a opção deveria ser pelo político…. Pernambuco está no rumo certo e não significa que um nome político não possa dar sequência”, disse durante entrevista a uma rádio local. Pouco depois, acrescentou: “Eu fui secretário (de estado) e João Lyra (vice-governador) também fez um trabalho importante na atração de investimentos”.

Bezerra Coelho também se mostrou contrariado quando indagado se pelo fato de ele “não estar no governo” poderia levar o seu  nome a perder força. “Fora do governo por quê? … Estive quatro anos como ministro em uma missão do partido”, respondeu. Minutos antes, o socialista deixou claro que não iria se contentar com uma vaga para o Senado e defendeu que o PSB deveria entrar na disputa unicamente com a cabeça de chapa. Ele comparou o momento a 2010, quando quis disputar para a Casa, mas foi preterido por Armando Monteiro (PTB). “O palanque tem que ser plural. Em 2010, não pudemos subestimar a força de Jarbas (Vasconcelos) e agora eu acho que, de novo, deve prevalecer esse sentimento”, afirmou.

No caso do Senado, ele acredita que a vaga deve permanecer com Jarbas Vasconcelos, que pertence ao PMDB, partido nacionalmente aliado à presidente Dilma Rousseff (PT). Fernando Bezerra Coelho defendeu o nome de Vasconcelos como “o lógico”. “Existe a possibilidade de Raul Henry (PMDB), mas a impressão é que o natural seja a representação com Jarbas. É o peso da lógica no processo da política”, falou. O ex-ministro ressaltou, ainda, que a posição dissidente de Jarbas Vasconcelos não seria um critério para “corte” do senador. “Ao PMDB interessa mais permanecer como a maior bancada, mesmo Jarbas sendo um dissidente”.

Marina e os ciúmes de FHC
O ex-ministro Fernando Bezerra viu como expressão de ciúme político as críticas do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso de que a ida da ex-ministra de Meio Ambiente Marina Silva para o PSB não seria com o propósito de ajudar na eleição do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, à Presidência. “Ele sente que a relação de Marina com Eduardo é forte o suficiente para irmos para o segundo turno. Ele está com ciúmes”, alfinetou.

De acordo com Bezerra Coelho, Eduardo Campos e Marina Silva estão em plena sintonia e notícias de possíveis rupturas entre PSB e Rede ou contendas internas entre integrantes dos dois grupos seriam “pura forçação de barra”. Ele acrescentou, também, ser natural que Marina defenda candidaturas próprias e que é claro que, assim que o partido da ex-ministra for viabilizado, aqueles que ingressaram com ela na sigla socialista farão a migração. Daí o desejo de ser preservar de alianças.


 

Esta matéria tem: (1) comentários

Autor: Joao Fonseca
A candidatura de Eduardo/Marina sem sombra de dúvidas é fortíssima. E olhe que a campanha ainda não começou. A situação está super preocupada. Eduardo é agregador. Ele une, tem proposta e tem projeto. E precisamos mudar, tirar Maluf, Renan Calheiros, Sarney e Mensaleiros do poder. | Denuncie |

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