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Davos » Eduardo Campos diz que torce por otimismo de Bill Gates sobre rumos da economia mundial

Publicação: 27/01/2014 16:20 Atualização: 27/01/2014 16:24

O governador Eduardo Campos disse hoje (27), por meio do Facebook, que torce para que otimismo do empresário Bill Gates sobre os rumos da economia mundial esteja certo. Eduardo comentou sobre o assunto, discutido por Gates em carta aberta, após dizer que não pôde comparecer ao Fórum Econômico Mundial, que aconteceu em Davos, porque seu filho Miguel está prestes a nascer. "Se o mundo irá superar a pobreza, como diz Bill Gates, não posso garantir. Mas o Brasil tem plenas condições de conseguir deixar de ser um país do futuro e passar a ser o país do presente".

Eduardo afirmou estar se mantendo atualizado sobre as notícias e comentou o texto de Gates, publicado em virtude do Fórum Econômico Mundial, no qual o empresário diz que, até 2035, não haverá países pobres.

"Em seu texto, que serviu como base para sua aguardada palestra no Fórum, Gates enumera três boatos que não apenas são totalmente falsos como extremamente prejudiciais ao desenvolvimento global: países pobres estão condenados a permanecer pobres; assistência externa é um grande desperdício; e, por fim, salvar vidas resulta em superpopulação. Gates, que é um dos maiores filantropos do mundos, desmente cada um destes boatos, explicando como o panorama mundial da economia e a distribuição da riqueza entre as nações vêm mudando, especialmente graças ao fato de que, dos anos 60 para cá, mais de um bilhão de pessoas se afastaram da pobreza extrema. Talvez haja um excesso de otimismo na avaliação do empresário. Afinal, é difícil imaginar uma reviravolta tão grande no sistema capitalista global e em tão pouco tempo. Mas não posso deixar de torcer para que ele esteja certo".

O socialista, que é presidenciável, aproveitou o texto do empresário para voltar a falar sobre os rumos da economia brasileira. Retomou as críticas que vem fazendo, mostrando que um dos seus principais focos como pré-candidato é a economia. "Vejamos o caso do Brasil. Se dividirmos a história brasileira recente em ciclos, é possível enxergar com clareza como e onde o Brasil cresceu desde a restauração da democracia. Tivemos o período da estabilidade econômica, no governo de Fernando Henrique, e um processo de inclusão social nos mandatos de Lula. Esta evolução vista nas últimas décadas foi muito importante, sendo decisiva para que o Brasil de hoje fosse um país diferente daquele de décadas atrás.

Segundo o governador, "as conquistas recentes do Brasil, tanto no contexto da inclusão de segmentos no consumo quanto na dimensão social, estão ameaçadas pelos erros recentes na condução da política econômica. O atual governo não apenas não foi capaz de manter os pilares macroeconômicos como não conseguiu ser inovador nas soluções para os novos problemas do país. Pior. Colocou em xeque, dentro e fora do Brasil, a nossa credibilidade, fazendo malabarismos contábeis para passar a ideia de que está tudo bem".

O presidenciável usou um tom intimista para falar sobre a economia. "A relação entre um país e os atores econômicos precisa ser pautada na confiança. A gente só investe em quem acredita. É assim no amor, é assim na vida, é assim na economia. Se você tem um casamento que está numa fase ruim, não adianta fazer de conta que não está porque só vai ficar pior. É preciso conversar com o parceiro ou parceira, identificar as origens do problema e renovar os laços para futuro. Sou casado com a mulher que comecei a namorar quando tínhamos 15 anos. Sei do que estou falando. É hora do Brasil recuperar sua credibilidade, renovar seus laços com os fundamentos econômicos, incluir compromissos futuros com a sustentabilidade social e ambiental. E, definitivamente, é hora de investir maciçamente em educação".

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