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Gênero » Ainda minoria na Esplanada, mulheres se destacam na excelência profissional

Correio Braziliense

Publicação: 21/01/2014 10:09 Atualização:

As servidoras Melissa Miotto, Cibele Castro e Tatiana Sachs esbanjam beleza. Mas, na hora do trabalho, respeito é fundamental. (As servidoras Melissa Miotto, Cibele Castro e Tatiana Sachs esbanjam beleza. Mas, na hora do trabalho, respeito é fundamental. Foto: Monique Renne/CB/D.A.Press)
As servidoras Melissa Miotto, Cibele Castro e Tatiana Sachs esbanjam beleza. Mas, na hora do trabalho, respeito é fundamental.
Elas são belas, poderosas, altivas, incontestavelmente competentes e ocupam cargos de destaque na Esplanada dos Ministérios. Não há quem resista ao charme delas. Cada uma, a seu estilo, expõe talento e elegância. São as musas do funcionalismo. Mas que fique bem claro. Com elas, respeito é bom. E elas agradecem. Quando o assunto é trabalho, exigem a perfeição. Não há caminho para amadorismo.

Sorriso largo, a paulista Tatiana Mesquita Nunes Sachs, 29 anos, advogada da União, 1,70m de altura, assegura que não se prende a modismos. A começar pelos cabelos, longos e cacheados, que não se rendem aos alisamentos que se tornaram febre. “Não aliso. Prefiro tudo ao natural. Quando me perguntam o porquê, explico que, desde a faculdade, me descobri em todos os sentidos e me apaixonei por mim”, afirma. Firme e entusiasmada, ela já fez mestrado em Gestão de Seguridade Social, na Espanha. Além de advogar a favor do governo em processos que envolvam a Previdência Social, dá aulas de direito em cursos preparatórios para o Itamaraty.

Tatiana formou-se em 2008. Fez concurso para a Advocacia-Geral da União (AGU) em 2011. As vagas eram para Brasília ou para a Região Norte. Optou pela capital do país. Filha de um engenheiro e de uma advogada, ela conta que, pela primeira vez, experimentou a independência. “Quando cheguei a Brasília, tive que me virar sozinha. Sofri no início, mas, hoje, admiro a qualidade de vida da cidade, sem grandes congestionamentos e sem ondas de violência”, assinala.

O dinheiro no bolso permite que Tatiana e o marido, diplomata, pratiquem o hobby preferido: viajar, conhecer lugares diferentes, como Camboja, Tailândia e Hong-Kong. Ela não fala de política, mas assinala que “nada deve ser eterno”. No entender dela, mudança na linha de governo é importante e salutar. “Não necessariamente as pessoas, mas os projetos. É importante mudar, mas sempre mantendo as conquistas”, reforça.

A gaúcha Melissa Miotto, 34, é formada em Relações Públicas e cronista nas horas vagas. Entrou no serviço público em 2006, em Florianópolis. “Saí de lá por acaso. Era a mais jovem da turma e a que tinha disponibilidade para viajar. A chefia, naquele momento, precisava treinar alguém para o primeiro sistema de distribuição de senha da Previdência, chamado Phila — um software que pretendia facilitar o fluxo de segurados dentro das agências e reduzir o tempo de atendimento.

Assim, Melissa veio para Brasília. Para ser gestora do Phila. “Fiquei muito assustada com o tamanho da cidade, mas hoje a vejo como minha casa”, ressalta. Quando está de férias, porém, corre ao Sul para pegar os pais e viajar com eles para um lugar com praias. Leitora compulsiva, seu hobby é fazer crônicas. “Ainda pretendo escrever um livro”, diz.

Referência
A charmosa Cibele Castro, 45,coordenadora-geral de Planejamento e Gestão Estratégica do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), entrou no serviço público pouco antes do nascimento da filha mais velha, Carolina, 19. É referência na área que atua. Tem sob a tutela dela 23 administradores, espalhados por vários estados e no Distrito Federal. “Há três anos, coordeno um orçamento de R$ 350 bilhões, que envolve aposentados e pensionistas de todo o país. Pessoas com problemas únicos e personalidades distintas. Além disso, lido com milhares de funcionários que merecem atenção. Costumo dizer que tenho mais de 1.500 filhos”, afirma.

Cibele posa de durona, mas tem um coração enorme. Confessa que, apesar do peso do cargo, procura usar a sensibilidade em todos os momentos. “Trabalho com o lado lúdico, para falar sobre coisas sérias. Busco o aspecto humano de cada um, mesmo quando se trata de cobrança por resultados”, destaca. Desse modo, afirma, o número de falhas caiu muito nos últimos anos. De Brasília, ela controla cada movimento nas agências do INSS. “O painel mostra agência por agência. Temos controle de quantos dias, em média, demora a resposta à demanda do contribuinte, sempre”, afirma. Orgulhosa de ser brasiliense e ter a família perto — mãe e sogra, inclusive —, Cibele gosta mesmo é de curtir sua casa na Asa Norte. De vez em quando, vai a um boteco, restaurante ou ao cinema.


Em menor número
As mulheres ainda são minoria no serviço público. Estudo da Escola Nacional de Administração Pública (Enap) sobre o perfil do funcionalismo federal na ativa apontam que, nos 26 órgãos analisados, 54% (288.235) são homens e 46% (241.635), mulheres. Elas predominam apenas em cinco ministérios: Desenvolvimento Social (57%), Saúde (56%), Previdência (55%), Turismo (52%) e Cultura (51%).




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