Pernambuco.com



  • (0) Comentários
  • Votação:
  • Compartilhe:

Eleições de 2014 » PT em Pernambuco não partilha da pressa do PTB

Júlia Schiaffarino

Publicação: 21/01/2014 08:53 Atualização:

Armando Monteiro pretende definir alianças até o próximo mês. Foto: Iano Andrade/CB/D.A. Press
Armando Monteiro pretende definir alianças até o próximo mês. Foto: Iano Andrade/CB/D.A. Press
Tempo desejado para um, prazo curto para outro. A vontade do senador Armando Monteiro Neto (PTB), de até o final de fevereiro fechar alianças e definir uma posição com vistas à disputa ao governo de Pernambuco, não é compartilhada pelo PT. “Vivemos um período delicado, que requer muito cuidado. Nossa prioridade é a da reestruturação do partido e não temos condições de fechar isso (alianças) assim. Sei que é algo que não pode demorar, mas não vejo condições agora”, disse a presidente estadual petista, Teresa Leitão.

A declaração foi uma resposta ao posicionamento do senador e presidente do PTB em Pernambuco. As duas legendas trabalham a possibilidade de uma aliança, que poderá ocorrer no primeiro ou no segundo turno. Na manhã de ontem, Armando Monteiro disse em entrevista a uma rádio local que fevereiro seria ideal para se dar tempo de construir ações visando as convenções partidárias. “É o tempo bom porque as convenções acontecem em junho e aí nós teremos um tempo para construir uma série de ações que demandarão um engajamento de todos os partidos que vão formar essa aliança”, disse na ocasião.

Minutos depois, o deputado federal João Paulo (PT) já dava sinais de que a data não era bem vista. No Twitter, o parlamentar postou que as alianças só poderiam ser definidas em abril. “…Vai ter que ouvir mais as ruas e o que acontecerá próximo a Copa”, escreveu. Questionado sobre essa postagem, o deputado reafirmou a posição e acrescentou a necessidade de se consolidar uma posição interna primeiramente.

Como todo bom articulador, o senador Armando Monteiro se mostrou disposto a esperar o necessário. Ao saber das declarações dos petistas, não pensou duas vezes e colocou na mão do PT o poder de decisão. “Eu respeito a posição dela (Teresa Leitão). Quando falei não fiz referência a prazo político, apenas achei que seria o tempo suficiente. Mas esse tempo é do PT, não meu, e ele terá o tempo que precisar para concluir esse processo”, resumiu.

Esta matéria tem: (0) comentários

Não existem comentários ainda

Comentar

Para comentar essa notícia entre com seu e-mail e senha

Caso você não tenha cadastro,
Clique aqui e faça seu cadastro gratuito.
Esqueci minha senha »