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Preocupação » Políticos vivem "depressão" pré-candidatura Governadores com baixo índice de aprovação nas ruas enfrentam a dificuldade de deixar o cargo sem rumo definido. Situação no Rio de Janeiro e no Maranhão é a mais delicada

Paulo de Tarso Lyra

Publicação: 20/01/2014 08:43 Atualização:

Repressão violenta de protestos no Rio complicou a gestão do governador Sérgio Cabral. Foto: Yasuyoshi Chiba/AFP
Repressão violenta de protestos no Rio complicou a gestão do governador Sérgio Cabral. Foto: Yasuyoshi Chiba/AFP

Depois de idas e vindas, anúncios informais e mudanças de planos, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho (PMDB), confirmou que vai se desincompatibilizar do comando do estado no fim de fevereiro para concorrer a uma vaga no Senado. A decisão foi tomada após o PT fluminense ter decidido que, antes de março, entregará os cargos na administração municipal. Os peemedebistas sonhavam em deixar a vaga de senador para os petistas, caso estes apoiassem a candidatura de Luiz Fernando Pezão. Nada feito. Cabral concorrerá ao Senado.

Tarefa que não será das mais simples. O governador peemedebista, após oito anos de mandato e de ter se vangloriado pela implantação das Unidades de Polícia Pacificadoras (UPPs) nos morros cariocas, amarga uma depressão política profunda, com índices de aprovação irrisórios. Série de protestos violentos durante e depois da Copa das Confederações agravou a crise. Mas ele não está sozinho. Nesse seleto grupo de governantes em crise pré-eleitoral encontram-se ainda a governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB) — também reeleita —, e a governadora do Rio Grande do Norte, Rosalba Ciarlini (DEM), que está em primeiro mandato.

Em situação menos grave está o governador da Bahia, Jaques Wagner (PT). Mas, a exemplo de Cabral e Roseana, o petista terá grandes dificuldades em eleger o sucessor, o atual chefe da Casa Civil baiana, Rui Costa (PT). Temendo que o vice-governador Otto Alencar (PSD) se candidatasse ao Palácio de Ondina e interrompesse a gestão petista no estado, optou por ficar no cargo para tentar eleger Rui Costa e abrir para Otto a vaga ao Senado, em uma tentativa de fechar as portas para a aliança oposicionista DEM-PSDB-PMDB. O grupo deve lançar Paulo Souto (DEM) para o governo estadual e Geddel Vieira Lima (PMDB) para o Senado.

Roseana está em dúvida se concorrerá ou não ao Senado. A exemplo de Wagner, ela também terá extremas dificuldades em eleger o sucessor no Maranhão. E a situação piorou desde a explosão dos escândalo de mortes no Presídio de Pedrinhas, na capital São Luís, e a intervenção da Força Nacional para controlar a situação. No estado, o favorito até o momento é o pré-candidato do PCdoB, Flávio Dino.

SEM CONCORRENTE Ela tem demonstrado disposição de não disputar novos cargos eletivos, mas tem sido pressionado pela família, sobretudo pelo pai, José Sarney (AP), a concorrer em outubro. “Creio que ela não terá dificuldades em se eleger, já que os demais pré-candidatos ao Senado são nomes inexpressivos. Se Dino fosse candidato ao Senado ou ela à reeleição, a vitória seria quase impossível”, acredita o ex-presidente do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), Antonio Augusto Queiroz.

A situação de Rosalba Ciarlini (DEM-RN) é diferente, mas também dramática. Governadora de primeiro mandato, ela é a pior administradora estadual, de acordo com pesquisa recente do Ibope. “No momento certo, o partido vai se reunir e decidir qual será o melhor caminho para o DEM do Rio Grande do Norte”, declarou o presidente nacional do partido, José Agripino Maia. Sinal quase inequívoco de que o partido não conta com mais quatro anos de Rosalba.

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