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Agenda presidencial » Em visita oficial a BH, presidente anuncia recursos para obras de mobilidade Dilma Rousseff afirmou ainda que seu governo não discrimina governadores e prefeitos de partidos adversários

Marcelo da Fonseca

Publicação: 18/01/2014 08:19 Atualização:

Ao lado do governador Anastasia, Dilma cobrou projetos executivos para que as obras saiam do papel. Foto: Jair Amaral/EM/D.A. Press
Ao lado do governador Anastasia, Dilma cobrou projetos executivos para que as obras saiam do papel. Foto: Jair Amaral/EM/D.A. Press

A presidente Dilma Rousseff (PT) abriu nessa sexta-feira sua agenda de viagens oficiais do ano em Belo Horizonte, onde renovou a promessa de turbinar os investimentos no transporte coletivo da região metropolitana da capital mineira. “Venho aqui hoje complementar todas as visitas que já fiz nos últimos anos e anunciar esses R$ 2,5 bilhões para as obras de mobilidade. Uma cifra que, somada ao que já vem sendo planejado, começa a resolver o problema. Não totalmente, mas começa”, explicou a presidente durante cerimônia na Serraria Souza Pinto.

Dilma, que tenta a reeleição para a Presidência da República, evitou falar sobre questões eleitorais e elogiou a gestão do governador tucano Antonio Anastasia e do prefeito de BH, Marcio Lacerda (PSB). No início de seu discurso, no entanto, a petista afirmou que seu governo não discrimina governadores ou prefeitos de partidos adversários, rebatendo ataques feitos no dia anterior pelo presidente do PSDB, senador Aécio Neves, seu provável adversário em outubro. O tucano afirmou que o Planalto tem “lavado as mãos” para a questão prisional no país e “empurra a responsabilidade para os ombros dos estados”.

Dilma ressaltou em seu discurso a importância de firmar parcerias com os gestores municipais e cobrou agilidade na apresentação de projetos executivos para que as obras comecem a sair do papel rapidamente. “Conto com vocês, prefeitos e governador Anastasia, para que essa obra seja feita da forma mais rápida possível. A ampliação do metrô não aconteceria sem a parceria com os municípios e estado. É uma ação cara e durante muito tempo no Brasil se julgou desnecessário colocar dinheiro no metrô. Isso faz com que essas ações custem de nós e dos que nos sucederão toda a atenção necessária”, avaliou Dilma.

Anastasia também reforçou a necessidade de apoio do governo federal para a execução das principais obras de mobilidade no estado. O tucano citou a concentração de recursos pela União como um dos fatores que obrigam os municípios e estados a buscar parcerias. “É com o espírito de trabalho integrado, de sabermos que sempre vamos precisar, e precisamos de muito mais. As carências existem e temos que desenvolver essa cooperação, porque sabemos que os maiores recursos estão na esfera federal”, cobrou o governador.

PACOTE DE OBRAS Apesar de não falar sobre prazos para a entrega das obras, Dilma ressaltou que, com os investimentos, o metrô da capital vai alcançar uma extensão de 44,5 quilômetros, com 31 estações. Ao detalhar as obras de ampliação do metrô, ela garantiu mais R$ 2 bilhões para a extensão da linha 3, que será construída entre a Estação da Lagoinha e a Savassi, e a construção da linha 2, que ligará a Estação Santa Tereza à Praça Raul Soares, passando pela região hospitalar.

Além da promessa de liberar os recursos para o metrô, a petista apresentou um pacote de obras que serão feitas em parceria com as prefeituras da região metropolitana com o governo de Minas. Ao todo serão investidos R$ 8 bilhões na criação de faixas exclusivas para ônibus entre BH e cidades vizinhas, trechos complementares às linhas do BRT e obras no Complexo da Lagoinha, no Centro da capital. Desse montante, R$ 6 bilhões sairão dos cofres da União e os R$ 2 bilhões restantes serão pagos pelo governo estadual e pelos municípios.

Ela anunciou também que o governo federal vai participar na elaboração do projeto da construção de um trem metropolitano que ligará o Bairro Novo Eldorado, em Contagem, ao Belvedere, em BH. A obra vem sendo estudada pela Secretaria de Estado Extraordinária de Gestão Metropolitana desde o ano passado, com previsão de aproveitar o trecho ferroviário já existente, usado hoje apenas para transporte de cargas, como opção para o transporte de passageiros.

PROTESTOS Durante a cerimônia de anúncio de investimentos pela presidente Dilma Rousseff, em Belo Horizonte, um grupo de manifestantes levou cartazes questionando os altos gastos do governo federal com a realização da Copa do Mundo. No encerramento do evento, outros manifestantes levaram faixas para o Viaduto Santa Tereza afirmando que Dilma estaria mentindo sobre as promessas de recursos para Minas.

Para cobrar

Obras de mobilidade para a Grande BH anunciadas ontem pela presidente Dilma

1) Complementos na expansão do metrô da capital – R$ 2 bilhões
- Trecho da Linha 2, da Estação Santa Tereza à Praça Raul Soares
- Trecho da Linha 3, ampliação até o Morro do Papagaio da linha Lagoinha-Savassi

2) Linha metropolitana entre o Bairro Novo Eldorado, em Contagem, e o Bairro Belvedere, em BH

3) Corredor Metropolitano
Norte – R$ 100 milhões
- BRT da Avenida Vilarinho até o terminal Justinópolis, em Neves
- BRT da MG-010, de Vespasiano até a Avenida Vilarinho, em BH.
- BRT em Santa Luzia.

4) Corredor Metropolitana
Oeste – R$ 76,75 milhões
Faixas exclusivas para ônibus

5) BRT do Anel Viário, entre a Estação São Gabriel, na Avenida Cristiano Machado, e o BH Shopping – R$ 12 milhões

6) PAC Grandes Cidades
Implantação do Bulevard Arrudas entre as ruas Carijós e Rio de Janeiro, no Centro, e melhoria no Complexo Viário da Lagoinha. Obras na Via 210, que liga o Barreiro ao Centro e ao sistema de metrô, e na Via 710, entre as avenidas dos Andradas e a Cristiano Machado – R$ 320 milhões 

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