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Especulação » Um novo nome para o Ministério da Saúde

Correio Braziliense

Publicação: 17/01/2014 12:08 Atualização:

A presidente Dilma Rousseff quer viajar para Davos, na Suíça, na próxima semana, com o nome do novo ministro da Saúde definido. Para isso, ela deve conversar na próxima semana com Arthur Chioro, secretário de Saúde de São Bernardo do Campo (SP), favorito para suceder Alexandre Padilha, que deve deixar o cargo até o fim do mês. Petista, Chioro é um dos principais auxiliares do prefeito do município paulista, Luiz Marinho, e conta com o aval do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Se confirmada a indicação, Chioro resolveria algumas pendências decorrentes da sucessão no Ministério da Saúde. A pasta continuará sob administração do PT e serão cessadas as disputas e as especulações internas no ministério sobre qual técnico substituirá Padilha. Até o surgimento do nome de Chioro, nesta semana, a bolsa de apostas dividia-se entre o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Mozart Salles, e o secretário de Atenção à Saúde, Helvécio Magalhães.

Dilma também afagaria Marinho, nome em ascensão no PT paulista e que administra uma cidade considerada estratégica nas pretensões do partido, por ser o berço do petismo e da Central Única dos Trabalhadores (CUT). Ter um sucessor avalizado por Marinho também é positivo para Padilha, pré-candidato do PT ao governo paulista.

Pouco conhecido na militância de São Paulo, o ainda ministro traria para perto um petista histórico, com capilaridade na região do ABC e que pode se tornar um cabo eleitoral importante na tarefa de desalojar o PSDB do governo estadual. “Dilma vai saber escolher o melhor substituto”, declarou ontem Padilha, durante evento na Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa).

PMDB
Se a troca na Saúde está praticamente definida, a relação do Planalto com o PMDB ainda será reavaliada após o retorno da presidente da agenda internacional. A sinalização de Dilma de que o pleito dos peemedebistas — que querem mais espaço no Esplanada — será analisado nas próximas semanas tranquilizou os caciques do partido, embora nenhuma liderança da legenda acredite no êxito em emplacar o senador Vital do Rêgo (PB) para o Ministério da Integração Nacional. “Política é isso, uns querem mais, outros querem dar menos. Cede-se aqui, negocia-se ali e chegamos ao consenso”, diz o líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ).

O presidente em exercício do PMDB, senador Valdir Raupp (RO), defende que é o momento de se pensar em azeitar as alianças estaduais. Ele admite que os maiores problemas são o Rio de Janeiro e o Ceará, onde o PT e o PMDB entraram em uma briga que parece, até o momento, insolúvel. Não é o que pensa o governador de Mato Grosso, Silval Barbosa (PMDB). “Eu tenho dito que não adianta querer apressar o processo demais. Faltam 10 meses para a eleição, ela (a presidente) não se preocupou com isso. Nem nós do Mato Grosso”, disse ele, após reunião com a presidente Dilma Rousseff.

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