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Legislativo » Nova oposição a Eduardo Campos na Assembleia procura um líder

Júlia Schiaffarino

Publicação: 16/01/2014 11:59 Atualização: 16/01/2014 15:19

Deputados Augusto César (PTB) e Sérgio Leite (PT) são cotados para assumir a liderança da oposição. Fotos: Assembleia Legislativa/Divulgação (Assembleia Legislativa/Divulgação)
Deputados Augusto César (PTB) e Sérgio Leite (PT) são cotados para assumir a liderança da oposição. Fotos: Assembleia Legislativa/Divulgação

Reformuladas as forças na Assembleia Legislativa de Pernambuco e o desafio da nova bancada de oposição agora é encontrar um líder. Apesar do grupo contar com quatro partidos - DEM, PT, PTB e PMN - o certo é que o cargo ficará com um petista ou com um petebista, mas as opções são restritas. A escolha esbarra, principalmente, em dois fatores: falta de vontade de alguns dos cotados em assumir a posição e pouca desenvoltura de outros nomes.

A oposição conta com 10 deputados, mas como a ocupação do cargo se restringe ao PT e PTB, o número é reduzido para oito. Destes, pelo menos três foram previamente descartados. Dois, apesar de “bons de tribuna e argumentação” prefeririam ficar de fora. A deputada Teresa Leitão (PT) dificilmente aceitaria o desafio, porque acaba de assumir a presidência estadual do PT e tem destinado cada minuto que pode a construir uma unidade no partido para as eleições de outubro próximo. Ao lado dela estaria, o ex-vice líder de governo, Silvio Costa Filho (PTB), este por ter pertencido à cúpula governista na Casa, até o mês passado.

O deputado Odacy Amorim (PT) também poderia estar descartado por desinteresse, uma vez que recusou, em momento anterior, assumir a vice-liderança oposicionista. Ele saiu do PSB para o PT em 2012 e, no ano passado, chegou a ter cogitado o retorno para o grupo socialista. Há de se contar, ainda o deputado Júlio Cavalcanti (PTB), que seria colocado à parte pela “pouca experiência”, conforme afirma uma fonte legislativa em reserva. Cavalcanti também peca quando o assunto é oratória, qualidade fundamental para quem pretende ser a “voz” da oposição em um momento tão delicado, isto é, às vésperas de uma eleição.

O petebista, porém, não está sozinho nessa dificuldade. As outras opções da bancada, que são Manoel Santos (PT) e Adalberto Cavalcanti (PTB), poderiam levar "ponto de corte" pelo mesmo motivo. Em reserva, outro deputado comenta que, diante de tantos “poréns” da bancada, acabariam por ir para a final apenas Augusto César (PT) e Sérgio Leite (PT). Ambos com experiência, bom trânsito na Casa e facilidade de comunicação. Pesa contra eles, no entanto, o fato de acumularem outras funções na Assembleia.

De acordo com o novo regimento, não pode ser líder de bancada quem tenha liderança partidária, como é a situação do petebista, nem presidência de comissão, o que ocorre com o petista. Assim, é possível que a escolha gere uma reorganização de funções. Todos esses fatores serão considerados em uma reunião do grupo agendada para a próxima semana, quando também entrará em pauta a estratégia a ser adotada nos próximos meses.

Daniel Coelho ainda permanece como líder oposicionista, apesar de seu partido apoiar o governo Eduardo Campos. Foto: Roberto Soares/Assembleia Legislativa (Roberto Soares/Assembleia Legislativa)
Daniel Coelho ainda permanece como líder oposicionista, apesar de seu partido apoiar o governo Eduardo Campos. Foto: Roberto Soares/Assembleia Legislativa
Daniel Coelho

Apesar de o PSDB ter aderido ao governo, o nome do deputado estadual tucano Daniel Coelho ainda aparece como líder de oposição, conforme consta no Diario oficial desta quarta-feira (15). Foi a última vez que isso ocorreu, no entanto. A nova estruturação será divulgada em fevereiro. Coelho continuará integrando a bancada, porém, agora, de forma independente.

Ao ingressar na Casa Legislativa, em 2011, o deputado pertencia ao PV, tendo sido eleito como oposição, mas os verdes migraram para o governo Eduardo Campos. Na ocasião ele chegou a ser cogitado para liderar a bancada, mas foi barrado, assumindo a mesma postura de independência. No ano seguinte ingressou no PSDB comandando as críticas aos socialista.

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