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Assembleia Legislativa » Após resistir, Daniel Coelho deixará liderança da oposição

Tércio Amaral

Publicação: 15/01/2014 11:51 Atualização: 15/01/2014 14:42

Mesmo avaliando que o cenário político ainda pode mudar, o deputado estadual Daniel Coelho (PSDB) vai deixar a liderança da oposição na Assembleia Legislativa. O tucano, apesar do ingresso do seu partido na gestão do governador Eduardo Campos (PSB), ainda cogitava permanecer no cargo, o que não será mais possível. “O regimento interno permitia que eu continuasse na liderança, mas é preciso a indicação partidária, no caso do PSDB. Houve a mudança do partido, não minha”, disse o parlamentar, por telefone, ao Diario.

Mesmo com a futura vacância, ainda não há possíveis substitutos disputando o cargo. Sobre a movimentação, Daniel acredita que seja por conta do cenário político. “Provavelmente eu não vou continuar, mas esse é um assunto que não está sendo comentado agora (para indicação de um novo líder). Os partidos estão aguardando melhor a definição dos cenários. O cenário que tem hoje ainda pode mudar. Então, esta movimentação só estará mais clara com a volta do recesso legislativo, no começo de fevereiro”, completou.

Entre as possíveis mudanças de cenário que o deputado se refere, está a possível decisão do partido em lançar uma candidatura própria ao governo de Pernambuco nas eleições deste ano. Recentemente, o senador e pré-candidato à Presidência da República pelo PSDB, o senador Aécio Neves, disse que, mesmo com a aliança local com o PSB, o partido ainda avalia a candidatura. O prazo para a definição final foi o mês de maio. O PSDB local, que se dividiu após o ingresso ao governo, viu na declaração do tucano um caminho para a reunificação da sigla no estado.

O deputado também reiterou que não muda de posição, ou seja, apesar do alinhamento do PSDB com o governo estadual, permanecerá no campo da oposição na Assembleia Legislativa. “Para mim, não muda nada, meu mandato continua de oposição. Vou continuar a fazer críticas contundentes e cobrar do governo, como sempre fiz”. No “calor da emoções”, no início deste mês, o deputado chegou a declarar numa rádio local que “se eu fosse obrigado (pelo partido) a renunciar à liderança da oposição, eu preferiria renunciar ao mandato”.

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