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Dinheiro público » Maquiagem visível aos olhos

Glauce Gouveia - Diario de Pernambuco

Publicação: 15/01/2014 11:26 Atualização:

Especialistas em contas públicas não têm dúvidas: o governo trabalhou e conseguiu mesmo maquiar a contabilidade fiscal de 2013, fechando o ano com um superávit primário de R$ 75 bilhões, R$ 2 bilhões maior que o estimado pelo Ministério da Fazenda, e empurrando para 2014 mais restos a pagar que em anos anteriores. O pior, segundo alguns deles, foi a fórmula usada para o resultado positivo em um ano com frustração de arrecadação e reduções de tributos como tentativa de reaquecimeto da economia.

Além de postergar pagamentos e investimentos para 2014, a União abateu R$ 25 bilhões nos investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em 2013 e, segundo levantamento do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), em vez de aumentar o capital dos bancos públicos e das estatais, preferiu emitir títulos públicos para reforçar o caixa dessas instituições. Títulos públicos não são caracterizados como despesa primária. É como emprestar sem caracterizar despesas e receber de volta como receita. O secretário-geral da ONG Contas Abertas, Gil Castello Branco, informa que isso é a chamada “contabilidade criativa”.

Castello Branco ressaltou ainda que os restos a pagar inscritos e reinscritos (provenientes de 2013 e anos anteriores) somaram R$ 218,4 bilhões, 27,8% maiores que em 2012/2013. “A contabilidade postergada é da mesma família da contabilidade criativa”, disse.

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