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Mensalão » Justiça autoriza Jacinto Lamas a trabalhar por R$ 1,2 mil

Estado de Minas

Publicação: 14/01/2014 11:09 Atualização:

O juiz Bruno Ribeiro, da Vara de Execuções Penais do Distrito Federal, autorizou ontem que o ex-tesoureiro do PL (atual PR) Jacinto Lamas trabalhe como assistente administrativo em uma empresa de engenharia, que também atua no setor de compra e venda de imóveis, em Brasília. Lamas cumpre cinco anos de prisão em regime semiaberto. De acordo com a defesa de Lamas, a empresa Mísula Engenharia pagará a ele o salário de R$ 1,2 mil para desempenhar tarefas como receber correspondências, atender telefonemas e esclarecer dúvidas sobre a parte financeira, coordenar compras e manter organizado arquivos e cadastros da empresa. Além do salário, Lamas receberá vale-transporte e R$ 11 por dia de vale-alimentação.

Em sua decisão, o juiz afirma que o trabalho externo é "fundamental para a ressocialização do sentenciado" e que a concessão do benefício é uma "possibilidade de avaliar a disciplina, autodeterminação e responsabilidade do reeducando antes de uma possível transferência para um regime de pena mais avançado". O juiz destaca ainda que o futuro empregador se comprometeu a ajudar na fiscalização do benefício.

Preso no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, desde 15 de novembro, Lamas teve que fazer o pedido de emprego duas vezes porque a primeira proposta foi rejeitada pela Procuradoria Geral da República, que a considerou genérica demais. Ele foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal pelo crime de lavagem de dinheiro.

Apesar de ter aceito o requerimento de trabalho, o juiz da VEP negou o pedido de Lamas para estudar fisioterapia em faculdade particular no Distrito Federal. De acordo com a decisão, Lamas precisa cumprir um sexto da pena para poder pleitear o benefício.

Lamas é o segundo preso do mensalão que tem o pedido de trabalho autorizado pela Justiça. O primeiro caso foi o do ex-deputado Pedro Henry (PP-MT) que teve autorização para trabalhar como coordenador de clínica médica no hospital particular Santa Rosa, em Cuiabá. Outros oito condenados no processo do mensalão também fizeram pedidos para trabalhar enquanto cumprem suas penas.

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