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Eleições de 2014 » Eduardo Campos diz que posição do PSB em São Paulo não está definida

Tércio Amaral

Publicação: 13/01/2014 11:13 Atualização: 13/01/2014 13:31

O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), virtual candidato à Presidência da República, negou que o partido teria batido o martelo e desistido de apoiar à reeleição do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), nas eleições deste ano. “Temos até o dia 30 de janeiro, estamos fechando o documento de referência do programa, as diretrizes programáticas, como estava previsto”, declarou na manhã desta segunda-feira (13) após o anúncio do calendário de pagamento dos servidores do estado em 2014. Em São Paulo, lideranças ligadas a ex-senadora Marina Silva desejam que o PSB lance uma candidatura própria.

“Só depois de fechado esse documento, íamos tirar um documento sobre a tática eleitoral, a tática tem que responder ao conteúdo. Deve ser ao longo de fevereiro. Para depois, descer para os estados munidos das diretrizes do programa, para discutir estado a estado. Não temos a pretensão de resolver todos os estados da forma que desejávamos resolver, nem necessariamente vamos ter consenso em todos os estados”, completou o governador, ao assinalar que está ouvindo e debatendo com partidos como o PPS e o PPL na construção do conteúdo programático.

Por telefone, o deputado federal Márcio França (PSB-SP) também desconversou sobre a decisão em São Paulo. “Quem fala sobre (a decisão) o PSB é o governador (Eduardo Campos). O resto é fofoca. Da minha parte, eu não soube da tomada desta decisão”, disse ao Diario. O parlamentar é um responsáveis pela articulação do partido com o PSDB em São Paulo, tendo seu nome cotado para vice numa composição com o governador Geraldo Alckmin. Depois da entrada de Marina Silva no PSB, que está “embarcada” na legenda com o grupo da Rede Sustentabilidade, a aliança começou a ser contestada.

O governador também falou sobre a sucessão estadual. Nos bastidores, fontes do PSB informaram que a escolha do nome do candidato ao governo de Pernambuco pelo o partido será tomada no próximo mês. Entre os favoritos, o atual secretário da Fazenda Paulo Câmara, cuja “torcida” na legenda teria aumentado desde o começo do ano. Ele estaria disputando a indicação com o secretário da Casa Civil, Tadeu Alencar. “Aqui o fato é o seguinte, eu não comecei as conversas com nenhum partido, com ninguém do meu partido e a data que vai terminar as conversas, tudo mais são chuvas de verão, eu não conversei com ninguém… porque não é o tempo de conversar, é o tempo de cuidar da gestão”, desconversou.

Confira a entrevista com o governador Eduardo Campos

É verdade que Marina vai decidir a situação do Rio de Janeiro e São Paulo?

É verdade que Marina vai discutir junto conosco todos os estados que vamos discutir, alguns estados não vamos conseguir aquilo que deseja, tem outros estados que já está dado, tem uma dinâmica própria. Ninguém aqui está para impor à Rede e a Rede não tem espírito de nos impor absolutamente nada, isso tudo está sendo feito com um diálogo mais fraterno possível, até porque nós temos consciência do dever e da missão que temos pela frente, vamos fazer isso com muita maturidade.

Além de São Paulo, Rio e Paraná, quais são os outros estados onde está havendo discussão?

Tem muito menos do que nas alianças outras, se você for fazer um quadro comparativo dos problemas nas alianças dos estados, enche uns dez cadernos de jornal, nós temos muito menos problema e temos a disposição de resolvê-los, o que já foi colocado por mim e pela Marina. No projeto nacional, onde for possível ir todo mundo junto, onde for impossível ir junto, a gente vai preservando o projeto nacional, agora, não tem absolutamente nada decidido sobre estado algum, exceto os estados onde a decisão estava madura. É óbvio que a realidade de cada estado, a torcida de um e de outro fica plantando aqui, plantando acolá, tentando ganhar força, o que é legítimo…

A torcida para Paulo Câmara (secretário da Fazenda) ser o candidato do PSB ao governo de Pernambuco está bem forte?

Aqui o fato é o seguinte, eu não comecei as conversas com nenhum partido, com ninguém do meu partido e a data que vai terminar as conversas, tudo mais são chuvas de verão, eu não conversei com ninguém… porque não é o tempo de conversar, é o tempo de cuidar da gestão, na hora de começar a conversar, tem que ser rápido, como eu fiz da outra vez, eu nunca deixei vocês pendurados no pincel e nunca marquei uma data para pedir mais uma semana. Eu não comecei a conversar e nem marquei a data para começar as conversas.

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