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Operação Ponto Final » Vereador de Caruaru foragido não vai se entregar à polícia

Diario de Pernambuco - Diários Associados

Publicação: 11/01/2014 08:09 Atualização:

O vereador de Caruaru Everaldo Ramos, o Neto (PMN), que teve, na quinta-feira (9), mandado de prisão decretado por ameaça a testemunhas, decidiu que não vai se entregar. Numa das gravações feitas com autorização da Justiça, Neto diz que “eles irão pagar pelo que fizeram comigo e com a minha família”.

O advogado do vereador Maviael Peixoto garante que a afirmação não se caracteriza uma ameaça e que Neto teria sido mal interpretado. “Neto apenas disse na gravação que a Justiça de Deus nunca falha, que tem uma fé muito grande e que quem fez isso com ele e com a sua família iria sofrer, não por ele, mas Deus ia castigar o pessoal que fez isso”, ressaltou o advogado.

“O vereador não vai se apresentar à polícia e isso não agrava de maneira nenhuma a situação dele, porque ele tem endereço certo. Entendemos que a decisão do juiz foi equivocada”, acrescentou.

Além de Neto, juiz Pierre Souto Maior, da 4ª Vara Criminal de Caruaru, decretou a prisão do vereador Evandro Silva (PMDB). Este está detido na Penitenciária Juiz Plácido de Souza com o objetivo resguardar a integridade física do prefeito José Queiroz (PDT) e do secretário de Relações Institucionais da cidade, Marco Casé. De acordo com o juiz, o peemedebista, que faz parte da bancada de oposição na Câmara, teria feito uma suposta ameaça de morte ao gestor e ao seu auxiliar. A conversa com esse conteúdo foi gravada com autorização da Justiça do telefone celular funcional do vereador, que mesmo com o mandato suspenso segue usando o aparelho cedido pela Casa.

Em menos de um mês está é a segunda prisão de Evandro Silva. Ele foi indiciado pela Polícia Civil na Operação Ponto Final, que culminou com a prisão de 10 vereadores, no dia 18 de dezembro, e responde pelos crimes de concussão, organização criminosa e corrupção passiva.

Os advogados do vereador Evandro Silva classificam a prisão dele como um equívoco da Justiça. “No trecho da conversa que o juiz usou para justificar o decreto de prisão não contextua ameaça a ninguém. Ele até diz: ‘Não quero revanche porque o mal por si se destrói’. Tem mais o que dizer? Está claro. Foi um absoluto equívoco o decreto, pois se exige a ameaça concreta, objetiva, para se afirmar positivamente a ameaça”, pontuou o advogado Saulo Amazonas.

Com informações do repórter Mário Hélio, especial para o Diario

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