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Reforma ministerial » PMDB terá de esperar até a próxima semana Em reunião com Michel Temer, Dilma Rousseff não antecipou as decisões sobre a reforma ministerial. Partido indicou três deputados dispostos a embarcar no governo federal

Paulo de Tarso Lyra

Publicação: 10/01/2014 08:58 Atualização:

Expectativa é de que o senador Vital do Rêgo assuma a Integração Nacional. Foto: Bruno Peres/CB/D.A Press (Bruno Peres/CB/D.A Press)
Expectativa é de que o senador Vital do Rêgo assuma a Integração Nacional. Foto: Bruno Peres/CB/D.A Press
A presidente Dilma Rousseff começará as conversas com os partidos para definir como será a reforma ministerial a partir do início da próxima semana. O recado foi dado por ela ao vice-presidente, Michel Temer, durante reunião no fim da manhã de ontem no Palácio do Planalto. O PMDB espera com ansiedade o encontro, torcendo para que a chefe do Executivo confirme a nomeação de Vital do Rêgo (PB) para o Ministério da Integração Nacional.

O nome do senador paraibano para assumir a Integração Nacional circulou no Congresso após o desembarque do PSB do governo federal. O cargo de ministro ficou vago com a exoneração do pernambucano Fernando Bezerra Coelho. Mas a presidente Dilma surpreendeu os peemedebistas e indicou, ainda que interinamente, Francisco Teixeira, ligado ao governador do Ceará, Cid Gomes.

A presidente nunca deixou claro se era um afago aos irmãos Gomes, que abandonaram o PSB por discordar da candidatura presidencial de Eduardo Campos ou se era apenas um prazo autoimposto por ela para não promover uma mudança tão antecipadamente em relação às demais substituições na Esplanada. A tendência é de que Dilma efetive Vital do Rêgo no ministério. Com isso, os senadores peemedebistas teriam três ministérios — além da Integração Nacional, eles já comandam a Previdência, com Garibaldi Alves e Minas e Energia, com Edison Lobão.

Os deputados do partido têm duas indicações: Gastão Vieira (Turismo) e Antônio Andrade (Agricultura). Ambos deixarão os cargos para concorrer à reeleição para a Câmara dos Deputados, atiçando o apetite de outros partidos pelas cadeiras que ficarão vagas. O líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ), não aceita, no entanto, que a bancada de deputados perca espaço na reforma ministerial. Ele não vê problemas se a presidente decidir indicar mais um senador para a Esplanada — o placar na disputa interna de prestígio político ficaria em 3 a 2 a favor do Senado. Mas ele nem pensa na hipótese desse placar passar a ser 3 a 1. “Não vamos permitir que um ministério nosso seja dado para outro partido”, garantiu ele.

Sugestões
Na semana passada, em reunião informal com o vice-presidente Michel Temer, Eduardo Cunha apresentou o nome de três deputados que estariam dispostos a abrir mão de uma candidatura à reeleição caso fossem nomeados ministros. São eles: Sandro Mabel (PMDB-GO), Eliseu Padilha (PMDB-RS) e Leonardo Quintão (PMDB-MG).

De acordo com o líder peemedebista, não se trata de uma lista de indicados pela bancada para não parecer que há uma pressão sobre a presidente Dilma. Mas o discurso é de quem pretende influenciar na decisão presidencial. “Eu apenas mostrei nomes que concordariam em abrir mão do mandato para integrarem o governo federal”, disse Cunha.

 

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