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Novos mandados » Vereadores de Caruaru são mandados de volta para a cadeia

Publicação: 10/01/2014 08:09 Atualização: 10/01/2014 10:48

A conquista da liberdade durou apenas 16 dias para dois dos dez vereadores de Caruaru, presos no mês passado acusados de cobrança de propina para votar projetos do Executivo. Dois mandados de prisão foram expedidos pela Justiça ontem contra José Evandro Francisco da Silva (PMDB) e Neto (PMN). O primeiro foi cumprido e o segundo está foragido.

Os dez vereadores detidos durante a Operação Ponto Final conseguiram habeas corpus na véspera de Natal. Com a investigação em curso, o delegado responsável pelo caso, Erick Lessa, não descarta que outros vereadores voltem a ser presos. Todos foram afastados do mandato e indiciados pelos crimes de concussão (cobrança de valores para votar projetos), corrupção passiva e formação de organização criminosa.

Por determinação do juiz da 4ª Vara Criminal de Caruaru, Pierre Souto Maior, o peemedebista José Evandro foi detido no sítio onde mora, passou pelo exame de corpo de delito no Instituto de Medicina Legal (IML), e, em seguida, foi levado à Penitenciária Juiz Plácido de Souza, no mesmo município. Já o vereador Neto foi procurado pela polícia, mas não foi localizado e não se entregou até o fechamento desta edição.

Na coletiva concedida ontem, em Caruaru, o delegado Erick Lessa não revelou o que motivou os novos mandados de prisão. Nos bastidores, há informação de que os vereadores teriam ameaçado testemunhas citadas no processo. “As prisões foram formalizadas a partir de informações que tivemos. Quem dirá o motivo da prisão é a decisão judicial”, desconversou o delegado. Um dos advogados de José Evandro Francisco da Silva, Marcelo Cumaru, explicou que a motivação da prisão não pode ser revelada porque o processo corre em segredo de justiça.

Pela manhã, antes do mandado ser expedido, a reportagem tinha entrado em contato com outro advogado, Marcílio Cumaru, um dos responsáveis pela defesa do grupo de vereadores. Ele havia revelado que estava finalizando o recurso dos acusados para que eles pudessem voltar às suas atividades na Câmara Municipal. Na esfera cível ficou estabelecido que os vereadores ficariam afastados inicialmente por 180 dias. Já na esfera criminal, não havia prazo para o afastamento.

Saiba mais


Foram presos no dia 18 de dezembro os vereadores Jadiel Nascimento (PROS), Sivaldo Oliveira (PP), Val das Rendeiras (Pros), Cecílio Pedro (PTB), Val (DEM), Louro do Juá (DEM), Eduardo Cantarelli (SDD), Neto (PMN), Evandro Silva (PMDB) e Jajá (PPS)

Eles são acusados pelos crimes de concussão (crime contra a administração pública com exigência de vantagem indevida), corrupção passiva e formação de organização criminosa, com penas que variam de 28 a 56 anos de prisão

A investigação se baseou na votação do projeto de lei que autoriza a prefeitura a contrair empréstimo no valor de R$ 250 milhões para implantar o sistema de transporte BRT (Trânsito Rápido por Ônibus) na cidade

As 360 horas de interceptações telefônicas, 360 horas de gravações com câmeras escondidas e 36 horas de escutas ambientais foram usadas para pedir a prisão temporária.
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