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Alternativa » Pedro Corrêa pleiteia vaga de médico no presídio Ex-deputado, condenado no processo do mensalão, foi transferido ontem para unidade prisional de Canhotinho

Ana Luiza Machado

Publicação: 09/01/2014 08:53 Atualização:

Ex-parlamentar está preso, em Pernambuco, desde o dia 27 de dezembro, quando foi transferido de Brasília. Foto: Annaclarice de Almeida/DP/D.A. Press
Ex-parlamentar está preso, em Pernambuco, desde o dia 27 de dezembro, quando foi transferido de Brasília. Foto: Annaclarice de Almeida/DP/D.A. Press
O ex-deputado federal Pedro Corrêa pretende ocupar o cargo de médico do Centro de Ressocialização do Agreste (CRA), em Canhotinho, a 207 km do Recife, local para onde foi transferido ontem de manhã para cumprir a pena de sete anos e dois meses pela condenação no processo do mensalão. Pela atividade na enfermaria, ele poderá receber o salário de R$ 508,50, sendo 75% pagos à família do reeducando e 25% depositados em uma conta para retirada do valor no futuro, após o cumprimento da pena. Segundo o advogado do condenado, Plínio Nunes, dependerá do diretor do presídio acatar ou não a pretensão de Corrêa.

“Ele vai realizar um trabalho interno e futuramente um externo”, contou Nunes. O ex-deputado é médico aposentado do Ministério da Saúde e sua especialidade é radiologia. Ainda de acordo com o advogado, desde que Pedro Corrêa foi condenado, o mesmo vem recebendo propostas informais de trabalho tanto de prefeituras quanto de empresas privadas, mas que, só agora, com a transferência do Centro de Observação Professor Everardo Luna (Cotel) - onde estava desde 27 de dezembro -, em Abreu e Lima, para o Agreste, elas vão começar a ser analisadas.

Trabalho
Desde que seja autorizado pelo Poder Judiciário, Pedro Corrêa poderá, como os outros 300 presos do CRA, trabalhar externamente e até em outra cidade, fazendo uso da tornozeleira eletrônica, desde que cumpra o toque de recolher e volte ao Centro de Ressocialização até as 19h. “A legislação diz que o ideal seria trabalhar na mesma comarca, mas ninguém perderia uma oferta de emprego porque está fora da cidade. O trabalho é importante para o condenado e para a sociedade”, disse Plínio Nunes. A cidade de Brejo da Madre de Deus, localizada a 115 km da unidade carcerária, deve ser um dos locais em que o ex-deputado pretende trabalhar, pois ele tem residência neste município e onde tem registrado seu domicílio eleitoral.

As informações repassadas pela Secretaria Executiva de Ressocializaçãode (Seres) afirmam que Pedro Corrêa está dividindo com outro preso uma cela de 12 metros quadrados que possui duas camas, banheiro e chuveiro. O pavilhão dos concessionados, onde ele se encontra, é destinado a “pessoas que possuem bom comportamento e capacidade técnica para exercer as atividades. E que ficam em um pavilhão separado em virtude de alguns detentos repudiarem os presos que trabalham”.

Para começar a receber visita a partir deste domingo, a esposa, os filhos e os outros familiares de primeiro grau terão que fazer o cadastro com a equipe psicossocial da unidade prisional, um padrão estabelecido para visitas. A depender do diretor do presídio, a família poderá levar, além de objetos de uso pessoal como lençol e travesseiro, televisão e outros equipamentos eletrônicos.

Saiba mais

Pedro Corrêa, 66 anos, foi condenado a cumprir 7 anos e 2 meses, em regime semiaberto, por corrupção ativa e lavagem de dinheiro no processo do mensalão

O Centro de Ressocialização do Agreste (CRA), em Canhotinho, tem capacidade para 400 presos, mas, atualmente, possui 1.154 reeducandos, contando com Corrêa

Há 200 concessionados (detentos com bom comportamento e que exercem atividades
internas e externa)

Atividades internas oferecidas: enfermaria, pedreira, serralharia, carpintaria, piscicultura ornamental e de corte, casa de farinha, criação de gado de corte, criação de gado de leite, criação de ovinos e caprinos, produção de hortifrutigranjeiros e judô

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