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Mudanças no governo » Padilha confirma saída de ministério. Mozart Sales é cotado para assumir a vaga Ministro da Saúde diz que já fez a mudança para São Paulo, onde deve disputar o governo estadual. Secretário ligado ao PT é o mais cotado para a pasta

João Valadares - Correio Braziliense

Grasielle Castro

Paulo de Tarso Lyra

Publicação: 07/01/2014 11:44 Atualização: 07/01/2014 12:58

Alexandre Padilha, durante evento em São Paulo ontem: ministro deve deixar o cargo até o fim do mês, e Dilma ainda não definiu o nome do substituto. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Alexandre Padilha, durante evento em São Paulo ontem: ministro deve deixar o cargo até o fim do mês, e Dilma ainda não definiu o nome do substituto. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Depois de a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, pré-candidata ao governo do Paraná, afirmar que está “limpando as gavetas”, ontem foi a vez de o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, confirmar que já fez a mudança para São Paulo e que deixará o cargo ainda este mês. “Já trouxe as minhas coisas de Brasília de volta para minha casa em São Paulo”, afirmou o ministro. Ainda pairam as dúvidas sobre quem assumirá o cargo. O nome mais cotado segue sendo o de Mozart Sales, secretário de Gestão da Educação e Trabalho na Saúde, mentor do Programa Mais Médicos e ligado ao PT de Pernambuco. Mozart, que é ex-deputado estadual de Pernambuco e ex-vereador do Recife é o favorito de Padilha. Ambos militaram juntos na juventude petista.

Entretanto, Mozart não está sozinho nessa disputa. A outra opção seria Helvécio Magalhães, secretário de Atenção à Saúde, que controla um orçamento que passa dos R$ 50 bilhões. Responsável pela implantação do Mais Médicos em Minas Gerais, seria um nome importante para equilibrar a eleição com o pré-candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, em território mineiro. Ele chegou a sonhar em ser ministro antes de Dilma decidir-se por Padilha. Se a presidente optar por um nome mais técnico, surge como alternativa Jarbas Barbosa, secretário de Vigilância, com pós-doutorado e atuação na Organização Mundial de Saúde (OMS) em Washington. Mas essa alternativa é cada vez mais remota.

Durante agenda em São Paulo ontem, Padilha contou que, em novembro passado, a presidente Dilma Rousseff disse, em uma reunião, que os ministros que serão candidatos este ano deveriam sair ao longo de janeiro. “Já me preparei para isso”, ressaltou. Questionado se já tinha começado a dieta em preparação para a campanha, o ministro brincou e disse que seu papel e responsabilidade como ministro da Saúde é fazer exercício físico, comer bem e ter hábitos saudáveis. “O único regime que tenho é o regime do trabalho, de andar muito, e a alimentação saudável sempre”, brincou.

Casa Civil

A mesma dúvida sobre o nome do substituto paira sobre a Casa Civil. Gleisi sai de férias por 10 dias a partir da próxima segunda-feira e depois retorna ao gabinete apenas para recolher os pertences e se preparar para a campanha estadual. No fim do ano passado, a ministra, que é senadora licenciada, disse que preferia sair logo para amadurecer a ideia da candidatura. “É uma avaliação política que eu não quero misturar enquanto estou exercendo a função aqui. Gosto de separar as coisas. Até para que isso possa ser considerado, avaliado e decidido é que eu pedi à presidente o afastamento”, disse a ministra, no fim de dezembro.

Cotado para assumir a Casa Civil, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, negou que a troca de pasta esteja certa. Em coletiva de imprensa, Mercadante enfatizou que Dilma é quem baterá o martelo. “Isso é só com a presidente, e tudo que tem sido dito sobre isso é pura especulação”, pontuou. De acordo com ele, ainda não há definição sobre as mudanças nos ministérios. A aposta de Mercadante é que o tema domine a agenda da presidente nos próximos dias. “A partir de agora, ela vai começar a fazer as consultas e vai definir inclusive o calendário de divulgação. Isso é um tema exclusivo da presidente Dilma”, reiterou.

Mercadante é um dos nomes mais falados para assumir a cadeira de Gleisi Hoffmann. Para o PT, o ministro da Educação assumirá o cargo ainda este mês. “Ele tem 80% de chances de ser indicado”, disse um experiente petista de São Paulo. Caso seja realmente nomeado para a vaga, Mercadante teria de abdicar da tarefa de ser um dos coordenadores da campanha de Dilma pela reeleição.

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Previsão de mudanças que ocorrerão na Esplanada este mês devido aos ministros que devem deixar as respectivas pastas para concorrer a algum cargo eletivo em outubro

De malas (quase) prontas
Confira os ministros que devem deixar o cargo na próxima reforma ministerial

Aguinaldo Ribeiro
» Ministério das Cidades

Alexandre Padilha
» Ministério da Saúde

Aloizio Mercadante
» Ministério da Educação

Antônio Andrade
» Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

Antonio Henrique (interino)
» Secretaria dos Portos

Fernando Pimentel
» Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior

Francisco José Teixeira (interino)
» Ministério da Integração Nacional

Gastão Vieira
» Ministério do Turismo

Gleisi Hoffmann
» Casa Civil

Ideli Salvatti
» Secretaria de Relações Institucionais

Marcelo Crivella
» Ministério da Pesca e Aquicultura

Maria do Rosário
» Secretaria dos Direitos Humanos

Pepe Vargas
» Ministério do Desenvolvimento Agrário

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