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Uso de algemas durante transferência » Família indecisa sobre ação contra polícia Parentes de Pedro Corrêa não chegaram a um acordo sobre a abertura de processo pelo uso de algemas

Tércio Amaral

Publicação: 02/01/2014 07:13 Atualização:

Pedro Corrêa está preso no Cotel desde que foi transferido para o Recife, semana passada foto: Paulo Paiva/DP/D.A Press (Paulo Paiva/DP/D.A Press)
Pedro Corrêa está preso no Cotel desde que foi transferido para o Recife, semana passada foto: Paulo Paiva/DP/D.A Press

A família do ex-deputado federal Pedro Corrêa (PP) pode desistir de processar os agentes da Polícia Federal que algemaram o político durante sua transferência da Pentenciária da Papuda, no Distrito Federal, para o Centro de Observação e Triagem Professor Everardo Luna (Cotel), no Recife. A estratégia, neste momento, é focar as atenções no cumprimento da pena, que garante ao progressista o direito do regime semiaberto. Corrêa foi condenado a sete anos e dois meses de reclusão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no processo do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF).

“A gente não está decidido se vai fazer isso (processar os agentes). Estamos preocupados e nossa prioridade é o regime semiaberto, que ele não está sendo cumprido”, declarou o o advogado Fábio Corrêa, um dos três filhos do deputado cassado ainda no governo do ex-presidente Lula (PT), em 2006. Outra filha de Pedro Corrêa, a deputada federal de São Paulo Aline Corrêa (PP), chegou a cogitar uma saída, digamos, mais “diplomática”. A ideia da parlamentar é entrar com uma representação no Ministério da Justiça repreendendo a conduta dos agentes.

O advogado Rodrigo Galindo, da banca Galindo, Falcão & Gomes Advogados Associados, disse que o recuo da família pode estar associado a uma estratégia de preservação. Mesmo alegando que caberia um processo por danos morais, até porque o uso das algemas por Pedro Corrêa descumpriu a 11ª súmula do STF – que determina seu uso apenas aos presos que apresentem resistência ou risco a si próprio e a terceiros –, a ação contra os agentes deixaria mais exposto o ex-deputado. “Ele seria mais vigiado dentro da prisão e qualquer ação que fizesse poderia ser divulgada nos jornais”, declarou.

Detalhes

A estratégia é negada pelo primo e desembargador aposentado de Pedro Corrêa, o ex-vereador do Recife Clóvis Corrêa. Ele garantiu que os familiares devem entrar com um processo no início de janeiro, sem data definida. “Eu não abro mão do processo-crime. Eu quero o processo-crime. Eu assisti a tudo o que Pedro Corrêa passou aqui quando chegou na semana passada. Ainda estamos procurando um advogado para entrar com a ação. São detalhes que devem ser fechados”, argumentou. Os filhos do ex-deputado estariam tentando evitar uma maior exposição do pai na mídia.

Outra estratégia da defesa de Pedro Corrêa é que ele não cumpra sua pena na Penitenciária Agro Industrial São João (PAI), em Itamaracá. Os parentes pretendem encaminhar um pedido ao juiz Luiz Gomes da Rocha. A família teme pela segurança do réu, já que a unidade sofre com a superlotação de presidiários. Pedro Corrêa deseja exercer sua profissão, trabalhar como médico e fazer um curso de pós-graduação no Recife.

Esta matéria tem: (3) comentários

Autor: wilson Rodrigues da Luz Luz
Não vejo nenhum crime, nenhum dano moral. O Ex-deputado Pedro Correia, enfim não é um condenado da justiça? A questão da sumula nº 11 do STJ, apenas houve um descumprimento, mas nada de crime e nada de danos moral. Bobagens da família do corrupto. Quanto a imagem dele já está queimada por todos. | Denuncie |

Autor: oliver oliveira
antes de tudo,todo mensaleiro,julgado e condenado,deve prestar conta das verbas desviadas,dos cofre público. | Denuncie |

Autor: Maria Silveira
Com relação ao uso das algemas,ok que não tenham ainda chegado a alguma conclusão sobre abertura ou não de processo.....e quanto ao desvio de verba pública para a própria conta bancária, vão entrar com processo? Já resolveram? | Denuncie |

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