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Oposição » Eduardo Campos e Aécio Neves criticam Dilma

Filipe Barros - Diario de Pernambuco

Publicação: 30/12/2013 11:14 Atualização: 30/12/2013 11:51

As enchentes provocadas pelas fortes chuvas que tomam conta da região Sul/Sudeste do país neste mês, seguem sendo tema abordados pelos principais adversários da presidente Dilma Roussef no pleito de 2014, o senador Aécio Neves (PSDB) e o governador Eduardo Campos (PSB), ambos virtuais candidatos à Presidência da República. O tucano desferiu suas críticas relacionadas ao tema através de um artigo  publicado nesta segunda-feira (30) no jornal Folha de S. Paulo.

Para Aécio Neves, as medidas de prevenção do governo federal relacionadas às enchentes em Minas Gerais, onde 10 mil pessoas estão desabrigadas, seguem alimentando a velha política. "Nenhum governo é responsável por desastres naturais, por chuvas ou enchentes que arrastam vidas e esperanças. No entanto, são responsáveis pelo que fazem e deixam de fazer". Ainda segundo o senador, as declarações da presidente não se adequam a uma pessoa que representa um governo que já está há 11 anos na Presidência. "A presidente Dilma fez bem em simbolicamente levar a solidariedade do país aos brasileiros das regiões atingidas. Mas errou ao tratar essas situações tão graves como se não tivesse responsabilidade sobre elas".

Eduardo Campos
Em seu perfil no Facebook o governador criticou a capacidade de “prevenção” da gestão da presidente na manhã deste domingo (29). “Eu sempre digo que não adianta colocar uma tranca na porta da sala depois que o ladrão já assaltou a casa”, declarou. “Foi preciso que uma tragédia se abatesse sobre o Espírito Santo para que finalmente o processo avançasse. Ou seja, o governo não encontrou uma solução rapidamente; a solução estava na mesa, esperando para ser lida há dois anos. Este é o tipo de ineficiência administrativa que o brasileiro se cansou de ver, e que mostra que Brasília continua morando num Brasil bem diferente daquele que viu o povo ir às ruas no meio do ano”, completou Eduardo.

No final desta semana, a presidente Dilma Rousseff (PT) anunciou um "auxílio ilimitado” para os estados devastados com as chuvas. No Espírito Santo, 23 pessoas morreram e, em Minas, 20 por conta das cheias. A poucos dias de acabar o ano, o programa Gestão de Riscos e Respostas a Desastres, que tinha R$ 5,3 bilhões para serem aplicados em 2013, investiu 3,2 bilhões, o equivalente a 62% do total, já contando recursos pendentes de anos anteriores que só foram pagos no exercício atual.

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