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Cenário político » Reforma ministerial abre temporada de despedidas

Grasielle Castro

Publicação: 28/12/2013 08:06 Atualização: 28/12/2013 09:08

Depois do anúncio da presidente Dilma Rousseff de que pretende finalizar a reforma ministerial até o fim do carnaval, em março, para liberar os que querem se candidatar, o cenário político começa a se alinhar. Ontem, como quem diz adeus, a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, disse que prefere sair ainda em janeiro. “Foi um período muito bom. Aprendi muito e espero ter contribuído também. Vou sentir saudade, com certeza”, disse a senadora licenciada, em tom de despedida.

Embora não confirme a intenção de concorrer ao governo do Paraná pelo PT, a ministra diz que quer sair exatamente para poder pensar melhor no futuro. “É uma avaliação política que eu não quero misturar enquanto estou exercendo a função aqui. Gosto de separar as coisas. Até para que isso (a candidatura) possa ser considerado, avaliado e decidido é que eu solicitei à presidente o afastamento”, contou, durante café da manhã de confraternização com jornalistas no Palácio do Planalto. A expectativa é sair no fim do mês que vem, mas cabe à presidente bater o martelo. A ideia da ministra é ficar no cargo até o dia 13, quando tira 10 dias de férias, e retornar à função apenas para esvaziar as gavetas.

Gleisi não quis comentar a possível indicação do ministro da Educação, Aloizio Mercadante, ou do secretário-executivo do Ministério do Planejamento, Carlos Eduardo Gabas, para substituí-la. Segundo ela, a transferência do cargo será “natural como foi nas outras situações”. “Estarei à disposição sempre que o próximo ministro ou ministra precisar para dar informações. Nós temos uma equipe que tem estabilidade e tem subchefias. Quando muito, o ministro troca os assessores mais imediatos, os subchefes, o secretário executivo, mas tem todo um corpo funcional da Casa Civil que sabe a situação de cada programa, de cada ato que acompanha, portanto não é uma transição difícil, não é algo demorado”, minimizou.

Na semana passada, Dilma Rousseff confirmou que planeja fazer a reforma ministerial entre meados de janeiro e o carnaval. Mesmo sem querer sinalizar onde ocorrerão as mudanças, a presidente enfatizou que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, que não será candidato em 2014, continuará no posto. “Pela 20ª ou 30ª vez eu reitero que o ministro Guido está perfeitamente (bem) no lugar onde está”, disse a presidente.

RIO Quem pretende se candidatar nas eleições de outubro de 2014 deve deixar cargos no Executivo seis meses antes da disputa eleitoral, com exceção de quem tentará se reeleger. É o caso do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), que concorrerá ao Senado. Ontem, a confirmação da despedida de Cabral foi anunciada na inauguração da 45ª Delegacia de Polícia, no Complexo do Alemão.

O governador vai transferir o cargo para o vice-governador, Luiz Fernando Pezão (PMDB), no último dia de março, quando vence o prazo para a desincompatibilização. “Fico feliz de deixar o governo em 31 de março e passar o bastão para o vice-governador, disse Cabral. Pezão, provável candidato ao governo do estado, garantiu que quer dar continuidade à atual gestão.

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