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Crítica » Eduardo Campos afirma que Dilma não continua os avanços de Lula

Filipe Barros - Diario de Pernambuco

Publicação: 20/12/2013 15:53 Atualização: 20/12/2013 17:28

Foto: Paulo Paiva/DP/D.A Press/Arquivo
Foto: Paulo Paiva/DP/D.A Press/Arquivo
Apontado por setores do PT como candidato de oposição, o presidenciável Eduardo Campos (PSB), governador do estado, voltou a criticar o governo da presidente Dilma Rousseff, focando principalmente na economia. Segundo ele, a presidente está colocando em risco as conquistas da sociedade brasileira após os ganhos no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A afirmação foi dada em entrevista a uma rádio local na manhã desta sexta-feira (20).

"Nossa observação é de quem lá em 2010 fez com que o partido abrisse mão de ter uma candidatura própria para não colocar em risco o projeto de Lula. Contribuímos com o texto do programa dela (Dilma Rousseff), mas ela não continua os ganhos do governo Lula, como o ex-presidente fez com os ganhos do governo de Fernando Henrique Cardoso. Nesse governo, a economia do Brasil cresceu só a metade quando comparado ao de Lula, basta observar o pibinho (Produto Interno Bruto) que está aí e imaginávamos que seria diferente devido a origem da política tradicional da presidente", afirmou o governador. Eduardo ressaltou que não se espera inovações por parte da presidente como é exigido hoje pelas ruas. "Lula preservou a instabilidade, cresceu a economia de FHC. Precisamos discutir o Brasil e institucionalizar as conquistas".

Uma das razões para que petistas coloquem Eduardo Campos na oposição, além do discurso cheio de críticas à presidente Dilma, é a aproximação do socialista com o senador Aécio Neves, pré-candidato do PSDB à Presidência. Depois dos últimos encontros realizados entre os dois, aumentaram as especulações de socialistas e tucanos tenham fechado um acordo eleitoral. O que Eduardo rechaçou. "Se formos fazer as contas, desde 1985, não subo no mesmo palanque que Aécio na política brasileira", lembrou.

Eduardo pontuou ter uma relação tranquila com o senador e que não vê problema em manter diálogo com as diferentes forças políticas do país. "Há pessoas ligadas a Aécio Neves que são entendedoras do Brasil e que podem ajudar na construção do país e não alimentar as coisas que fazem as pessoas se afastarem da política", disse. O governador chegou a lembrar que, na época que estou o escândalo do mensalão, que afetou diretamente o governo do então presidente Lula, viajou a Minas Gerais para pedir ajuda para garantir a governança do país.

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