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Investigações » Polícia nega mensalão em Caruaru e diz que um vereador pediu delação premiada

Tércio Amaral

Publicação: 19/12/2013 11:04 Atualização:

Um dos dez vereadores presos pela Operação Ponto Final, em Caruaru, Agreste de Pernambuco, que não teve seu nome identificado, pediu à Justiça de Pernambuco o benefício da delação premiada. O benefício poder conceder ao criminoso a diminuição ou até extinção da pena. Nesta quarta-feira (18), dez parlamentares do município foram afastados da Câmara e tiveram o pedido de prisão preventiva expedido pela 4º Vara Criminal de Caruaru. O grupo é acusado pelos crimes de concussão, corrupção passiva e organização criminosa.

Em entrevista coletiva na manhã desta quinta-feira (19), o delegado responsável pelo caso, Erick Lessa, destacou que um legislador prometeu colaborar com as investigações. “Ele já fez o pedido à justiça, mas não podemos revelar seu nome. A investigação deve durar mais dez dias, isso se não houver um pedido para ampliar o prazo. Depois disso é que vamos enviar o inquérito com todos os depoimentos. Na verdade, a princípio começou com os dez vereadores, mas todos os outros estão sendo investigados para saber se participaram ou não. A gente percebe, que dentre esses, os demais não tem envolvimento, mas todos serão investigados”, revelou.

Dos vereadores presos, quatro pertencem a situação, inclusive com cargos na Mesa Diretora, e seis fazem parte da oposição ao prefeito José Queiroz (PDT). A investigação estava em andamento há seis meses e começou por conta das denúncias em relação de pedido de propina na Câmara para a aprovação do projeto do Transporte Rápido por Ônibus (BRT). “O projeto entrou em pauta no 27 de agosto e depois, no dia 29 de agosto, foi retirado de pauta por conta dessas exigências e as investigações em trâmite apontou, por meio de medidas de inteligência e de investigação, que estes indivíduos estavam cobrando valores ou solicitando valores para aprovar o projeto”.

Mensalão não existiu

O delegado ainda fez questão de negar a existência de um suposto esquema de mensalão na cidade. Erick Bessa argumentou que o Poder Executivo não cedeu a pressão dos legisladores para o pagamento de propina. Porém, ele fez questão de frisar que alguns empresários da cidade também estão sendo investigados. “O último momento do projeto foi no dia 17 de dezembro, que o projeto foi para a votação. Em todo este período, esses vereadores solicitavam do executivo municipal valores para aprovar o projeto”.

“Nenhum pagamento foi efetuado pela Prefeitura de Caruaru, a prefeitura em nenhum momento aceitou esse tipo de contexto. Inclusive a prefeitura nos deu apoio, quando solicitados, no meio da investigação. Não é mensalão porque não havia o pagamento efetivo do Poder Municipal. Na verdade, eles solicitavam ou exigiam. O Executivo não aceitou este tipo de propina. Os empresários são fruto de outra investigação que vamos verificar”, completou.

Os parlamentares, mesmo estando em grupos distintos, ou seja, na oposição e situação, atuavam em conjunto para obter a propina. O valor que eles solicitaram foi aproximadamente R$ 2 milhões para dividir entre eles.

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