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Condenados » Presença de mensaleiros cria tensão em presídio Chegada dos condenados à Papuda provocou uma guerra silenciosa, inclusive com temor de rebelião

Correio Braziliense

Publicação: 19/12/2013 07:29 Atualização:

A chegada dos condenados do mensalão ao Complexo Penitenciário da Papuda há pouco mais de um mês desencadeou focos de tensão no sistema prisional do Distrito Federal que já se alastram por vários andares do Tribunal de Justiça do DF, setores da Polícia Civil e da administração carcerária. A alegação contida na carta escrita por três juízes da Vara de Execuções Penais (VEP), apontando a possibilidade de rebelião na prisão onde estão os mensaleiros, é apenas a ponta visível de uma guerra silenciosa entre magistrados, agentes penitenciários e policiais militares. Na dúvida, os advogados dos réus do mensalão já se movimentam para transferir seus clientes antes do Natal.

Oficialmente, os pedidos de remoção assinados pelos juízes substitutos da VEP Bruno Ribeiro, Ângelo Oliveira e Mário José de Assis foram motivados por um clima de insegurança na Papuda. No entanto, conforme informações obtidas pelo Correio Braziliense/Diario, por trás da solicitação para deixar a vara está a relação conturbada dos três magistrados com o titular da VEP, Ademar Silva de Vasconcelos.

Tudo começou quando ele deixou de atuar na linha de frente do mensalão por ter desagradado o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, ao se recusar a cumprir algumas determinações e por ser considerado flexível em relação às demandas dos condenados, que teriam apoio também dos agentes carcerários. Uma delas foi ter permitido que eles recebessem visitas dos parentes às sexta-feiras, e não às quartas e quintas, como é para os demais detentos. Bruno Ribeiro suspendeu a regalia há duas semanas.

Privilégios

O setor de inteligência da Papuda detectou de fato uma carta de um preso do Centro de Detenção Provisória (CDP), que fica dentro da Papuda, planejando uma rebelião. Nesse pavilhão estão os réus sem condenação definitiva, que recorrem presos. A motivação seriam os privilégios que os condenados do mensalão, com sentença transitado em julgado, estariam recebendo. Marcelo Leal, advogado do ex-deputado Pedro Corrêa (PP-PE), disse estar apreensivo. “Já fiz um pedido de transferência e vou reiterá-lo ao STF. O ideal é que ele seja transferido para Pernambuco antes do Natal”, destacou.

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