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Despedida » Última vez com Dilma como governador Eduardo adiantou que, possivelmente, este foi o último encontro com a presidente em solo pernambucano como gestor

Aline Moura - Diario de Pernambuco

Publicação: 18/12/2013 07:34 Atualização: 18/12/2013 13:08

De forma diplomática, essa foi a primeira vez que Eduardo Campos admitiu diante de Dilma que poderia deixar o cargo para ser seu concorrente sem estipular uma data ou prazo. Foto: Teresa Maia/DP/D.A Press
De forma diplomática, essa foi a primeira vez que Eduardo Campos admitiu diante de Dilma que poderia deixar o cargo para ser seu concorrente sem estipular uma data ou prazo. Foto: Teresa Maia/DP/D.A Press

O ano de 2014 chegou mais cedo para o governador Eduardo Campos (PSB). Embora ele tenha procurado separar a condição de gestor e pré-candidato ao Palácio do Planalto, Eduardo surpreendeu o público presente no Estaleiro Atlântico Sul, em Suape, ao afirmar que, “talvez”, aquela fosse a última solenidade que receberia a presidente como governador de Pernambuco. Eduardo praticamente se despediu. Sem intermediários, avisou a Dilma que deveria ser seu adversário na disputa presidencial e justificou a legitimidade do seu projeto. “Quero abraçar a todos, dar boas-vindas à presidente e poder dizer aqui que, talvez, essa seja a última vez que, como governador, tenho a satisfação de recebê-la em território pernambucano”, disse.

De forma diplomática, essa foi a primeira vez que Eduardo Campos admitiu diante de Dilma que poderia deixar o cargo para ser seu concorrente sem estipular uma data ou prazo. Ele fez questão de se colocar em pé de igualdade com a petista para expor o projeto político do PSB, porém sem explorar o tom de críticas feitas no dia anterior, quando recebeu o apoio do PPS e afirmou que a aliança comandada pelo PT já tinha dado sua contribuição ao país. “O pacto político que está em Brasília não expressa o pacto social que quer um Brasil melhor. Esse pacto político que está em Brasília já deu o que tinha de dar”, afirmou na última segunda-feira.

Ontem, por sua vez, Eduardo marcou posição política, procurando manter um limite entre o discurso de gestor e presidenciável. “Temos consciência de que, para alguns, este seria um momento diferente do que está sendo. Poderia ser entendido como um encontro entre quadros políticos que, amanhã, podem viver legitimamente uma disputa democrática. Mas não. Esse é um encontro entre uma presidente eleita democraticamente e por um governador reeleito pelo seu povo, que sabem o tamanho da institucionalidade, sabem separar o interesse público e o interesse da disputa política”, discursou Eduardo, sob aplausos do público, formado predominantemente por operários.

Durante a solenidade no estaleiro, Eduardo também fez questão de separar a relação política e administrativa que tem com Dilma. Discursou cerca de dez minutos enquanto Dilma falou por 37 minutos. O governador disse respeitar a presidente pelo fato de ela ter ajudado a construir o país do presente, porém desejou a todos um ano de 2014 melhor que o de 2013.

“Quero, nessas circunstâncias, dizer aqui uma palavra de boas-vindas, numa relação que construímos ao longo de uma caminhada que não foi nada fácil, de uma caminhada para ajudar a vida do povo brasileiro a melhorar”, declarou, para posteriormente arrematar. “Que possamos ter um feliz Natal e que possamos entrar em 2014 com o grande desejo de fazê-lo muito melhor que 2013”, enfatizou, encerrando a transição entre a base governista e a oposição. Ele agradeceu ao apoio recebido por Lula, num trecho do seu discurso, e se colocou como opção futura.

Saiba mais

Na reta final

Eduardo deve deixar o comando do estado em 5 de abril, prazo limite para gestores públicos que pretendem disputar a eleição de 2014 deixarem o cargo.

Até março, o socialista deverá anunciar o nome do candidato à sucessão estadual.

Enquanto não anuncia o nome, precisa administrar a inquietação da base que espera a decisão dele sobre quem será o escolhido para representar a Frente Popular em 2014.

Segurar, na aliança governista, os partidos que podem migrar para outras coligações e que ainda não decidiram que rumo vão tomar na eleição local e nacional.

Um cronograma de obras está previsto para ser inaugurado por Eduardo até a saída dele do governo, entre elas o Ramal da Copa, os corredores Norte/Sul e Leste/Oeste, parte da navegabilidade do Rio Capibaribe (três das sete estações), Parque da Macaxeira, construção do Cais ao Sertão Luiz Gonzaga, entre outras.

Lançamento do esbouço do conteúdo programático da coligação Rede/PSB e que vai nortear o programa de governo de Campos na campanha de 2014.

Em janeiro, Eduardo vai fazer a primeira reforma do secretariado com a saída dos quatros deputados estaduais que retornarão à Assembleia Legislativa.

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