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Projeto aprovado » Fim do "segredo" na hora do voto Câmara do Recife decidiu ontem que votação será aberta para todas as decisões da Casa

Ana Luiza Machado

Publicação: 17/12/2013 08:42 Atualização:

Projeto recebeu 30 votos favoráveis
Projeto recebeu 30 votos favoráveis

Não há mais voto secreto na Câmara do Recife. Em uma sessão com muita discussão, que contou com a presença de 35 dos 39 vereadores, foi aprovado o projeto que defende o voto aberto para todas as votações. A matéria, de autoria do vereador Jayme Asfora (PMDB), contabilizou 30 votos favoráveis, mas a polêmica se deu em torno das consequências de revelar o voto para os vetos do Executivo.

Enquanto o peemedebista defendia que o projeto fosse aprovado pelo bem da transparência do Legislativo e da democracia, o oposicionista André Régis (PSDB) declarava que o que estava prestes a ser decidido era a perda ou não da autonomia da Casa, já que os vereadores sofreriam pressão do Executivo para não votar contra. Por conta de um aparte do vereador Jurandir Liberal (PT), quase a discussão se resumiu ao fato dos vereadores “terem ou não coragem” para assumir seus posicionamentos e se opor às decisões do prefeito.

Visivelmente contrariado, o vereador Raul Jungmann (PPS) foi à tribuna declarar que a aprovação do projeto colocaria a Câmara “de joelhos diante do Executivo”, disse também não temer ser mal interpretado pela opinião pública e declarou que não bateria palmas para a volta da ditadura. A contra-argumentação ficou por conta do primeiro-secretário, o vereador Augusto Carreras (PV).

“Não tem ninguém aqui se curvando a um ditador porque o prefeito foi eleito democraticamente. É bom ter coragem para se posicionar mesmo. Isto é autonomia e não estamos colocando ela em jogo. Estaríamos, e aí eu seria contra, se estivéssemos acabando com a prerrogativa de votar o veto, mas não é o caso. Estamos discutindo a forma do nosso voto apenas”, disse Carreras. A abertura do voto para a eleição da mesa foi consenso. A emenda de Priscila Krause (DEM), que tratava sobre o veto, foi derrubada, só sendo acatada pelos quatro vereadores da oposição e pelo petebista Carlos Gueiros. No dia 5 de julho os vereadores já haviam decidido pelo fim do voto secreto para fins disciplinares.

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