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Cabeça de chapa » O plano A é Eduardo para presidente

João Valadares - Correio Braziliense

Publicação: 16/12/2013 07:23 Atualização: 16/12/2013 12:17

Em encontro da Rede, em Brasília, ex-senadora admitiu divergências com palanques em pelo menos sete estados: Eduardo Braga/SEI
Em encontro da Rede, em Brasília, ex-senadora admitiu divergências com palanques em pelo menos sete estados: Eduardo Braga/SEI

Pela primeira vez desde que a Rede Sustentabilidade selou aliança com o Partido Socialista Brasileiro (PSB), a ex-ministra Marina Silva descartou de maneira enfática, em razão das recorrentes especulações, a possibilidade de ser cabeça de chapa. Ela cravou o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, como o candidato a presidente. “Fica ele (Campos) como presidente. Essa história de vice, ninguém discutiu ainda não.” Marina reconheceu divergências com o PSB ao afirmar que, no âmbito dos estados, a Rede pode apoiar candidaturas diferentes em 2014. “A nossa aliança não é verticalizada. Não estabelece a mesma lógica nos estados e no plano federal”, ressaltou.

Campos tentou minimizar as arestas aparentes e salientou que, contabilizando os 26 estados e o Distrito Federal, em 20 deles o caminho entre a Rede e o PSB já está “aplainado, muito tranquilo entre os dois grupos”. O consenso político entre os marineiros e pessebistas é bastante complicado e distante nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Maranhão e no Distrito Federal.

Durante discurso na abertura do primeiro seminário programático da Rede, em Brasília, Eduardo Campos mudou o tom que vinha adotando até então, quando o assunto era eleições de 2014. Para uma pequena plateia, discursou como se estivesse num comício. Disse que a aliança formada com Marina iria vencer a disputa. “Estamos aqui discutindo um programa, para depois discutir um programa político, para depois ganhar as eleições e fazer o que muitos podiam ter feito e não fizeram”, declarou.

O governador pernambucano mencionou que “eles (os governistas) têm muita força e poder, mas não têm o poder de querer fazer com que a gente faça o que eles querem”. Sem citar o PT, fez uma metáfora futebolística, típica do ex-presidente Lula, para ilustrar as dificuldades que os governistas irão enfrentar para derrotá-lo na disputa pela Presidência da República. “O esquema que eles (os petistas) montaram é colocar um zagueiro para marcar um centroavante que chuta com a direita, mas quando colocam o zagueiro para marcar um centroavante que chuta com a esquerda…”, ironizou.

Tags: plano a eduardo

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