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Entrevista exclusiva » O exemplo socialista pós-PT Prefeito do Recife, Geraldo Julio, afirma que a gestão do PSB pode ir além para resgatar nas pessoas um sentimento, a esperança de que é possível uma vida melhor no Recife

Aline Moura - Diario de Pernambuco

Publicação: 15/12/2013 09:00 Atualização: 14/12/2013 00:45

 (Bernado Dantas/DP/D.A Press)


O primeiro ano de mandato popular à frente da Prefeitura do Recife não parece ter intimado o estreante Geraldo Julio (PSB), nome que derrotou o PT em 2012 com o apoio do governador e presidenciável Eduardo Campos (PSB). Ao ser indagado se teria o que mostrar no próximo ano para reforçar o palanque de Eduardo, o gestor afirmou que, só em 2013, fez mais do que seus antecessores nas áreas de educação, saúde e mobilidade. Geraldo Julio, portanto, está seguro do seu papel. “Meu governo é vitrine para o governador desde o dia que ganhei a eleição”.

O prefeito concedeu entrevista ao Diario ao lado de alguns secretários de confiança e do vice-prefeito, Luciano Siqueira (PCdoB).Geraldo não se estendeu em afagos e não mediu palavras para enaltecer os feitos da gestão pós-PT. Só de investimentos na cidade, o atual prefeito ressaltou que foram R$ 400 milhões no primeiro ano, o triplo da série histórica.

Visto como workaholic pelos assessores e aliados, o prefeito também demonstrou na conversa com os repórteres um certo estilo centralizador. Durante 1h44, falou 62 vezes os pronomes “eu e meu” sinalizando que cada decisão só sai da prefeitura sob o seu aval. Geraldo Julio, aliás, parece ser rigoroso e simples nos mínimos detalhes. Seu almoço, por exemplo, não tem nada de extravagante. Numa mesa oval instalada em seu gabinete, um pote de plástico transparente armazena sua refeição quase diária: uma salada verde. “Ele parece um seminarista”, conta Luciano Siqueira.

Entre as perguntas, o prefeito ficou tenso em alguns momentos. Ao ser indagado, por exemplo, se estava sendo pouco tolerante com os vereadores da oposição e se tinha priorizado a classe média este ano. Por outro lado, riu diversas vezes ao ser questionado se tinha preferência por um nome na disputa pelo governo do estado ou se enxergava força em alguma liderança da oposição. Garantiu, contudo, que não deixará a prefeitura para concorrer ao Palácio do Campo das Princesas. “A decisão é minha”, frisou. Veja abaixo, os principais trechos da entrevista na qual também participaram o editor de política, Suetoni Souto Maior, o editor do blog de política do Diario, Josué Nogueira, e os repórteres Jailson da Paz e André Clemente.




Confira a entrevista completa:

"Meu governo é vitrine para o governador desde o dia que eu ganhei a eleição"

Prefeito, qual a maior dificuldade que o senhor não tinha percebido quando era candidato e percebeu ao assumir o cargo?
A gente teve muito trabalho no dever de casa (de limpar e organizar a cidade), porque isso não faz parte do programa de governo, de olhar para o futuro. Esse é um trabalho que a gente teve que dedicar muita energia. Fora o dever de casa, teve uma coisa muito importante, que foi resgatar o sentimento das pessoas pela cidade. O Recife Antigo atualmente bota mais de 10 mil pessoas na rua sem um cantor famoso ou sem jogo de futebol. A gente reúne as pessoas para curtirem a cidade. O lazer é importantíssimo. É na hora do lazer que você expressa o seu sentimento.

 (Bernado Dantas/DP/D.A Press)
Uma parte desse resgate foi possível em virtude da ciclofaixa, mas a gente também percebe que ainda é uma ação pontual. A acessibilidade ainda não está parecida com o governo anterior?

A gente contratou, no primeiro semestre do ano, o plano diretor cicloviário da Região Metropolitana (RMR) junto com o governo do estado. Esse plano foi concluído no final de novembro, com aprovação de corredores onde podem ser implantados ciclovias para a RMR. Casado com ele, eu contratei um plano para fazer 12 rotas cicloviárias de bairros. A consultoria já está estudando essas rotas.

O senhor considera o resgate do sentimento pela cidade como sua marca?
O resumo que eu faria do ano é isso. A opção que fizemos de não ficar na velha rinha, o dever de casa, o cumprimento do programa de governo. Pudemos ir além disso para resgatar nas pessoas um sentimento, a esperança de que é possível uma vida melhor no Recife. Essa esperança que, se todo mundo estiver junto, a gente pode ter uma vida melhor no Recife. E a gente mexeu no sentimento das pessoas.

O senhor falou na questão da limpeza, mas, no Canal do Arruda, este ano, foi possível ver flagrantes de pessoas mergulhadas na miséria. O que não funcionou?
A primeira constatação que a gente deve fazer é a seguinte: a pobreza, esse grau de vulnerabilidade nas pessoas, não é novidade no Recife. Agora, o meu governo foi o primeiro a pensar no Canal do Arruda de forma estruturante. Estamos concluindo um galpão de triagem onde os catadores vão poder fazer seu trabalho. O meu governo foi o primeiro que fez um projeto de urbanização para mudar a vida de 70 mil pessoas que estão naquele entorno. Ali vai ter pista de cooper, ciclovia, praças, quadras… A face do Canal do Arruda será modificada. Isso é novo, do meu governo. Agora, a pobreza extrema, que a gente tem que combater, não é.

Qual a maior maneira de corrigir essa pobreza, ainda tão visível?
O caminho é a educação. O Recife tem hoje a sexta pior avaliação entre as capitais no 5º ano e a 3º pior no nono ano. Desse jeito, a pobreza vai continuar. Então, o caminho é a educação. O Brasil andou no objetivo que foi colocar crianças na escola, mas está faltando dar qualidade ao ensino público. O menino do ensino público tem que ter a condição de concorrer como no ensino privado.

A prefeitura pensa num trabalho educativo com a população a curto prazo?
Você tem que dar às pessoas a oportunidade de colocar o seu lixo, por exemplo. A gente começou com ecoestações, a coleta de lixo no saquinho. Muitas vezes, a pessoa tem um sofá, tem televisão, uma poda de árvore… certamente encontravam alguém para carregar, então a gente tem um programa de colocar as ecoestações e a da Avenida Agamenon Magalhães já foi inaugurada. Tem que ter uma cadeia de resíduos sólidos, somado a isso a educação ambiental que a gente realiza. O programa de educação ambiental tem que ser permanente como um todo, especialmente nas escolas.

O que falta para fechar a licitação do lixo? A gente sabe que esse ponto é polêmico porque dois ex-prefeitos vão responder a processos no Ministério Público do Estado.
Eles estariam respondendo (a processos) em função de dispensa de licitação. O contrato que está vigente não é de dispensa de licitação, é um contrato que veio de uma concorrência (do governo anterior). Esse contrato foi feito uma licitação, eu consegui economizar R$ 15 milhões nele, eu aumentei a fiscalização do trabalho, depois eu abri uma negociação com as empresas, que resultou na contratação de 400 homens a mais para a cidade. Na contratação de duas varredeiras mecânicas, na implantação de 70 contêineres com tampa, que vão ficar os pontos críticos da cidade, como em decidas de morro. E fizemos ações de educação ambiental. Além das sete ecoestações que são implantadas e mantidas pelas empresas. Tudo de graça para a prefeitura. Eu fiz uma negociação com eles (com as empresas do lixo) e, enquanto o contrato estiver vigente, eu não pago um real a mais.

 (Bernado Dantas/DP/D.A Press)
No Recife, há duas empresas que recolhem, pesam e tratam o lixo. Na próxima licitação, isso será revisto?

Eu abri uma licitação e contratei uma empresa que está estudando um plano de resíduos sólidos no Recife, fazendo uma pesquisa nas cidades brasileiras para ver qual é o modelo mais moderno, mais eficiente e mais barato. Quando isso estiver concluído, eu vou poder fazer um termo de referência novo e abrir uma licitação nova. Quando esse trabalho estiver concluído, eu vou definir: o novo modelo do Recife é esse. Aí eu faço uma licitação nova. Tentamos buscar melhor preço e melhor qualidade.

Pela sua postura, há um sentimento de êxito do primeiro ano de governo. Existe hoje uma decisão na sua cabeça de não concorrer ao governo do estado ou o partido vai decidir?
Não, a decisão é minha. Eu estou muito animado, entusiasmado com a prefeitura e quero cumprir meus compromissos de governo, meu mandato. Estou entusiasmado com isso, a equipe está entusiasmada e vou ficar e cumprir os quatro anos de governo.

Apesar desse entusiasmo, a qualidade vida que a gente sonha briga com esses empreendimentos imobiliários imensos que causam impactos desconhecidos nos bairros. Qual o controle sobre isso?
A cidade perdeu a capacidade de planejamento nos últimos anos e eu estou resgatando a capacidade de planejamento. Por exemplo, eu fiz a conferência das cidades no final de maio e criei o conselho das cidades para fazer esse debate de maneira participativa, para a cidade fazer o planejamento e a gestão urbana com poder de permitir o controle social e a participação completa. O planejamento está na Câmara Municipal para ser criado. Uma outra coisa que a gente fez o plano de zoneamento da Boa Vista, que está na Câmara e o outro é o planejamento do Recife 500 anos. Estamos resgatando o protagonismo do poder público do processo de planejamento da cidade. Protagonismo não é planejar sozinho. Precisamos que as pessoas resolvam as coisas mais perto de casa, que a vida aconteça mais perto de casa, para que as pessoas possam resolver suas coisas a pé. As cidades que evoluíram, evoluíram nesse sentido. A cidade tem priorizar as pessoas e nosso governo está fazendo isso.

Quando o senhor falou na questão paritária do conselho, é de um formato de dar um terço à sociedade civil, um terço à iniciativa privada e um terço ao governo? Há setores que consideram injusta essa divisão porque a iniciativa privada se une muito à Prefeitura do Recife.
A formação do conselho da cidade segue a questão parecida com o modelo federal, 60% da sociedade e 40% do setor público. Essa é a forma participativa que a gente cumpriu. O que foi feito na conferência e nas reuniões onde participaram técnicos que foi paritário, onde todos tiveram a oportunidade de participar.

E no tocante ao projeto Novo Recife, ele vai mesmo acontecer?
Ele foi aprovado no ano passado. O Ministério Público do Estado entrou na justiça, o Ministério Público Federal entrou na justiça, os empreendedores derrubaram as liminares em torno de abril e maio… Eu comecei um processo de negociação para ampliar os benefícios para a cidade desse projeto, esse processo está em andamento e, assim que a gente concluir, se eu entender que ampliamos os benefícios, o projeto será liberado. Eu estou tentando conseguir benefícios que possam compensar um pouco dos impactos. Eu posso mexer nas áreas públicas.

Em muitos momentos, a gente tem a impressão que o Recife tem o pior trânsito do mundo. Quando o recifense vai começar a perceber mudanças?
Já percebeu. Por exemplo, quem mora em Nova Descoberta e passava em 40 minutos na frente do mercado, hoje passa em 5 minutos e já percebeu. Quem passa em Água Fria e passava 40 minutos no ônibus, já percebeu. Quem vem de Setúbal pela Avenida Boa Viagem já percebeu. Fizemos 18 mudanças que estão promovendo o benefício da cidade. Agora, não é só gestão de trânsito. Eu estruturei a CTTU, que não tinha corpo técnico nenhum para estudar o trânsito e propor alterações. Temos agora dois pesquisadores, 20 técnicos, cinco engenheiros e cinco arquitetos e coloquei para fazer isso. Compramos no-breaks, mas a gente tem 500 agentes que é insuficiente. Então, começou a operação dos orientadores, serão 400 até junho… Vamos colocar 1.200 agentes de trânsito ao invés de 500 e, no segundo semestre do próximo ano, esses agentes chegam.

 (Alcione Ferreira/DP/D.A Press)

Como está plano diretor de mobilidade?

Estamos trabalhando em cima dele, precisávamos primeiro estruturar o nosso órgão. A prefeitura não dispunha de nenhum órgão que tratasse de mobilidade, quem criou fomos nós. Estruturamos a CTTU para começar a pensar o trânsito e estamos mergulhados no plano de mobilidade para no próximo ano encaminharmos à Câmara novamente. Não temos ansiedade com o envio, nem com a data. Estamos ansiosos com as ações. Se o plano de mobilidade é um plano de longo prazo, ele não é um conjunto de metas. Vamos promover algumas alterações no plano que havia sido enviado e vamos encaminhar na hora certa.
Também estamos entrando com mais fotossensores, com automatização semafórica e ainda vai ter os corredores Leste-Oeste, Norte-Sul. A gente vai colocar faixas azuis de ônibus na cidade inteira. Em todos os corredores onde temos linha de ônibus, vamos colocar a faixa azul. O transporte público vai andar mais rápido, onde for possível a implantação da faixa azul, terá prioridade. O Recife andou num modelo de mobilidade que a única opção é ter seu carro. Isso não deu certo em nenhuma cidade do mundo.

O que tem sido feito de melhor em relação ao governo do seu antecessor?
Eu disse que fiz mais e temos alguns dados. O nosso investimento em educação, por exemplo, vamos nos aproximar de R$ 75 milhões, mais do que os últimos dez anos. Em um ano, na saúde, a gente vai investir R$ 40 milhões. É mais do que os últimos seis anos. O investimento geral da Prefeitura do Recife este ano será de R$ 400 milhões. A série histórica diz que, no primeiro ano de governo, a prefeitura investe R$ 120 milhões. Nosso investimento é mais do que três vezes a série histórica. Na manutenção viária, de pavimento, rua, a gente vai fazer esse ano R$ 56 milhões, quando a série histórica é de R$ 10 milhões por ano. Esses são alguns números que mostram o esforço que o governo fez, o resultado daquela decisão que eu falo lá no início de, em vez de ficar na rinha, usar nossa energia para trabalhar pela cidade. Estamos cortando despesas, fazendo novas licitações, cuidando da despesa do custeio, cuidando dos investimentos serem licitados com bons preços…

Quais os entraves que o senhor encontrou?
Eu tenho um conjunto de obras que encontrei com problemas de projeto e que a gente precisou tratar desse problema que muitas vezes resultaram em aditivos, e que isso faz com que demore uma obra ser destravada, mas já destravamos, como habitacionais, canais, todas estão andando.

Prefeito, o Recife será uma das sedes da Copa. Que impressão a gente vai deixar para o pessoal que vem de fora?
Existe um trabalho voltado para a questão da Copa do Mundo. Os corredores principais de transporte, os corredores que levam aos centros de treinamento, ao estádio, esse é um trabalho que vem sendo feito em conjunto com os governos federal e estadual e pela prefeitura. Mas a minha maior preocupação para 2014 não é essa. A minha maior preocupação é o recifense, cuidar da vida das pessoas que moram na cidade. Estamos cuidando de um protocolo que atende às exigências colocadas pela Copa do Mundo, a gente quer se apresentar bem na questão da mobilidade, da limpeza, da iluminação, mas a minha preocupação é com o morador da cidade.


Como o senhor tem se relacionado com a oposição da Câmara? Houve conflitos sérios entre um dos secretários (Murilo Cavalcanti) e a vereadora Priscila Krause (DEM)...

A nossa relação com a oposição tem sido muito equilibrada. Eu recebi os vereadores da oposição no meu gabinete, tenho uma relação pessoal tranquila com todos eles e acho que a crítica é válida, porque o governo tem que prestar atenção às críticas. Muitos dos meus projetos de lei foram alterados na discussão da câmara, em algum momento isso foi lido como um recuo. Mas eu não acho. Quando o projeto chega à Câmara e ele se enriquece, isso é válido, é bom. Seja pela discussão feita pela nossa bancada ou pela oposição. Agora, eu também acho que as pessoas têm o direito de se indignar. Nosso relacionamento é respeitoso com todo mundo, sempre será, mas as pessoas têm direito de se indignar.

Os vereadores de oposição dizem que não têm projetos aprovados?
Eu não dei orientação à minha bancada de não aprovar projeto da oposição. Todo projeto bom para a cidade precisa ser aprovado. Essa informação não é verdadeira, porque o vereador Wanderson Florêncio (PSDB) fez um projeto de lei para proibir a inauguração de obras inacabadas e foi aprovado. Eu o recebi no meu gabinete para fazer a sanção. Eu tenho 30 projetos de lei aprovados por unanimidade. Não tratamos a oposição com rispidez e intolerância.

O senhor está preparado para receber a oposição do PT e do PTB em 2014?
Acho que a discussão do próximo ano é uma discussão nacional e estadual. O que vai acontecer na Câmara Municipal, nós vamos viver em 2014. A eleição do próximo ano é federal e estadual, nossa eleição foi no ano passado, eu fui eleito com o apoio de 14 partidos, hoje eu tenho o apoio de 20 e estou muito satisfeito com isso.

 (Alcione Ferreira/DP/D.A Press)
Não incomoda o PT estar dentro de sua gestão e o governador fazer tantas críticas ao governo Dilma?

A situação é a seguinte: o secretário Eduardo Granja, do PT, entrou no meu governo por decisão do diretório municipal. Houve uma decisão do diretório estadual para o PT entregar os cargos e eu pedi a Granja que aguardasse um pouco, que ficasse porque eu não podia fazer a mudança tão rapidamente. Por mim, ele continua no governo, ele está fazendo um bom trabalho, está muito empenhado, formou uma equipe, é dedicado, trabalhador.

Prefeito, o senador Aécio Neves (PSDB) falou nesta semana que estava muito afinado com Eduardo Campos. Como o senhor vê essa trégua entre o PSB e o PSDB?
Na eleição, nós já votamos no PSDB em diversos estados e vice-versa, a exemplo que aconteceu em Minas Gerais, PT, PSDB e PSB. Então, é claro, isso fica muito mais visível porque os dois são pré-candidatos à Presidência. Fica mais visível quando os dois sentam para fazer qualquer tipo de negociação do estado B, ou C, mas a relação do PSB com o PSDB acontece historicamente.

O senhor acredita que o candidato escolhido pelo PSB vai ser um técnico, como o senhor, ou vai ser alguém que tenha sido testado politicamente?
Eu acho assim: o afunilamento não acontecerá agora, a gente ainda não decidiu se esse afunilamento vai acontecer em janeiro. A gente vai escolher uma candidatura que possa continuar o trabalho que o governador vem fazendo no estado. Pernambuco ainda tem diversos desafios a serem enfrentados, mas a gente sabe que o governo de Eduardo foi muito realizador. Vamos escolher que tenha competitividade eleitoral, normalmente a gente faz isso baseado em pesquisa, em reuniões… esse processo vai acontecer. Ainda não tenho preferência por um nome. (risos)

O PSDB está tentando preservar o governador Eduardo para ter, eventualmente, o apoio dele no segundo turno, o PT faz o mesmo. Isso é bom para a campanha de Eduardo?
A gente não definiu a data sobre a candidatura do governador, mas ele é muito competitivo pela história dele, o mais bem avaliado do país… o governador reeleito com o maior percentual do país. Tem um conjunto de forças que deseja que ele seja candidato pela possibilidade de ele representar essa mudança, de dar esse passo a mais que o Brasil está esperando. Ele é um candidato extremamente competitivo. Se ele não fosse importante no cenário político nacional, esse tratamento não estaria acontecendo. Ele tem uma bela chance e decidindo pela candidatura dele, me empenharei.

O seu governo será uma vitrine para Eduardo?
Meu governo é vitrine para o governador desde o dia que eu ganhei a eleição. Se o PSB tem uma candidatura no próximo ano, o meu governo é vitrine, porque é uma prefeitura de capital. Se nós, do PSB, tivermos candidato, o governador é daqui, de Pernambuco, e o Recife é a capital do estado dele. Ele teve uma participação na minha eleição.

O que o senhor terá para mostrar?
Acredito que temos muito a mostrar. Esse ano foi um ano de muito trabalho, acredito que fizemos muito mais, fomos eleitos para isso, e para fazer mais, nós trabalhamos muito e fizemos mais. Recife é uma cidade muito pobre, que tem muitos problemas. A quantidade de desafios que tenho à frente da minha gestão ainda é muito grande, mas esse ano foi um ano que fizemos mais.

Esta matéria tem: (3) comentários

Autor: wilson Rodrigues da Luz Luz
Geraldo Júlio é um babaca, pois, como é que o cara tem a coragem de dizer, que o seu governo é uma vitrine. O Recife continua feio, fedorento, esburacado e desorganizado. A nossa cidade é um esgoto a céu aberto. Camelô por todo canto, e esse cara, ainda tem coragem de dizer, que é uma vitrine. | Denuncie |

Autor: Rafael de Souza Pereira
Gostaria muito que a realidade fosse outra, através da gestão da prefeitura de Recife. Olinda precisa de mais atenção. | Denuncie |

Autor: Rafael de Souza Pereira
Ótima entrevista. Nos permite fazer uma comparação com a gestão da cidade de Olinda. Infelizmente não temos uma grande atenção das autoridades da prefeitura com a opinião popular. Pois a situação da cidade é precária, cheia de lixo nas ruas, buracos nas estradas entre outros. | Denuncie |

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