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Mulher na Política » 'Mais Mulher na Política' cobra reforma voltada à participação feminina

Agência Senado

Publicação: 11/12/2013 22:00 Atualização:

A Procuradoria da Mulher do Senado lançou nesta quarta-feira (11) o livreto Mais Mulher na Política, editado em parceria com a Secretaria da Mulher da Câmara dos Deputados.

A publicação mostra a baixa presença feminina na política, apontada por estudo da Consultoria Legislativa baseado em dados da União Interparlamentar da Organização das Nações Unidas. Dos 188 países avaliados, o Brasil ocupa a 156ª posição em termos de ocupação de cargos no Parlamento. A situação também é bastante desfavorável ao país em termos continentais: dos 34 países americanos, o Brasil aparece na 30ª colocação.

O lançamento do livreto marca a segunda fase da campanha “Mulher, Tome Partido”, movimento de conscientização das mulheres para que ocupem cada vez mais espaços na política.

"Se continuarmos no atual ritmo de crescimento de participação da mulher na política, demoraremos 150 anos para atingir a igualdade de gêneros", alertou a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), primeira procuradora da Mulher do Senado, durante o lançamento.

Para a senadora, a baixa participação feminina na política está em total dissonância com o papel e a responsabilidade da mulher na sociedade. A procuradora ressaltou que as nações que avançaram nesse campo instituíram em lei ou de forma voluntária, por iniciativa dos próprios partidos, a alternância de gênero nas candidaturas.

"Devemos avançar para uma reforma política democrática e inclusiva, com lista fechada contendo alternância de gêneros. E que possamos também promover campanhas de maior participação feminina. Dessa forma, estaríamos avançando para uma representatividade de gêneros na política", afirmou Vanessa.

Durante o lançamento, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), lastimou que a representatividade da mulher na política brasileira ainda não tenha alcançado um índice satisfatório. Para ele, o Brasil ainda tem um longo caminho a percorrer quando se fala em questões de gênero.

"Embora seja maioria no eleitorado, as mulheres ainda não alcançaram igual representação nas instâncias políticas", ressaltou Renan.

Os números da discriminação

Segundo dados do IBGE, as mulheres no país compõem 51,5% da população e são a maioria do eleitorado, representando exatamente 51,7% do total. Elas estão em maior número nas universidades do país e ocupam 41,9% dos postos de trabalho. Quanto aos salários, a situação se inverte. Elas recebem 27,1% a menos que os homens.

Conforme a senadora, a discrepância dos dados fica evidente quando as estatísticas mostram que aumenta a cada ano o numero de famílias chefiadas por mulheres - hoje já são 38%.

Renan Calheiros lembrou que, tão logo assumiu a Presidência do Senado, em fevereiro deste ano, aprovou a criação da Procuradoria da Mulher, comandada por Vanessa Grazziotin.

"A senadora Vanessa fez um desafio para que eu me comprometesse com a instalação da Procuradoria da Mulher e, de pronto, eu aceitei", disse o senador, para quem a instituição é um importante instrumento de luta pela emancipação da mulher. Ele acrescentou que a política não pode ser um reduto masculino e que são necessárias “campanhas nacionais para estimular a mulher a participar, a ingressar no mundo político”.

O presidente do Senado acrescentou que, durante o mês de outubro, o Congresso Nacional ficou iluminado com a cor rosa, para demonstrar o compromisso da instituição com a campanha do combate ao câncer de mama. Ele falou também da aprovação de projetos apresentados pela CPMI da Violência contra a Mulher, como o que classifica a violência doméstica como crime de tortura.

Também participaram do lançamento a procuradora da Mulher na Câmara, deputada Elcione Barbalho (PMDB-PA); a coordenadora da bancada feminina na Câmara, deputada Jô Moraes (PCdoB-MG); a secretária executiva da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Lurdes Bandeira; a representante da ONU Mulheres para o Brasil, Nadine Gasman; o coordenador do Banco Mundial para o Brasil, Boris Dutra; a ministra do Tribunal Superior do Trabalho (TST) Delaíde Miranda Arantes; a secretária de Estado da Mulher do Distrito Federal, Olgamir Amancia; e o presidente da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Fichél Davi Chargel.

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