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Memória » Comissão da Verdade de São Paulo conclui que JK foi assassinado

Agência O Globo

Publicação: 10/12/2013 10:05 Atualização:

A Comissão Municipal da Verdade de São Paulo vai divulgar nesta terça-feira (9) relatório que aponta que o ex-presidente da República Juscelino Kubitschek (JK) foi assassinado durante a ditadura militar. A conclusão da comissão contraria a versão oficial de que o ex-presidente e seu motorista, Geraldo Ribeiro, morreram em agosto de 1976 em um acidente de trânsito na Rodovia Presidente Dutra, que liga São Paulo ao Rio de Janeiro, quando o carro em que estava colidiu com uma carreta após ter sido fechado por um ônibus.

"Não temos dúvida de que Juscelino Kubitschek foi vítima de conspiração, complô e atentado político", disse ontem o vereador Gilberto Natalini, presidente da Comissão Municipal da Verdade.

O documento de 29 páginas será divulgado à tarde na sede da Câmara Municipal de São Paulo. Segundo Natalini, no relatório constam 90 indícios, evidências, provas, testemunhos, circunstâncias, contradições, controvérsias e questionamentos" que fizeram a comissão concluir que JK foi assassinado.

Em depoimento em outubro à Comissão da Verdade de São Paulo, o motorista de ônibus Josias Nunes de Oliveira, acusado de ter fechado o Opala dourado do ex-presidente, contou que cinco dias depois da morte de JK, dois homens lhe ofereceram uma mala cheia de dinheiro para que assumisse a responsabilidade pelo acidente. Ele disse ter recusado o dinheiro e ter temido por sua vida.

Motorista da Viação Cometa, acostumado a fazer a rota São Paulo-Rio pela Dutra, Josias contou também que ultrapassou o carro do ex-presidente e que, minutos depois, o Opala de JK o ultrapassou, em alta velocidade, não fez a necessária curva à esquerda, atravessou o canteiro central e colidiu com um caminhão Scania, na pista contrária.

A Comissão chegou a solicitar ao governo de Minas Gerais novas perícias técnicas nos restos mortais do motorista de JK. O objetivo era verificar se o fragmento metálico encontrado no crânio em exumação realizada em 1996 é um projétil de arma de fogo. Na época, a conclusão da perícia foi de que o objeto era constituído de restos de prego de caixão. No entanto, o objeto metálico não foi localizado.

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