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Apoio » À espera do palanque de Dilma Senador petebista costura aliança com petistas e prevê dificuldades para o discurso de Eduardo

Ana Luiza Machado

Publicação: 10/12/2013 07:19 Atualização:

Armando Monteiro vai tentar atrair aliados da presidente para o seu palanque: Iano Andrade/CB/D.A PRESS
Armando Monteiro vai tentar atrair aliados da presidente para o seu palanque: Iano Andrade/CB/D.A PRESS

A vinda da presidente Dilma Rousseff (PT) a Pernambuco, ainda neste ano, deixará claro para o eleitor pernambucano quem estará no palanque de apoio à reeleição dela e quem estará contra. A observação é do senador Armando Monteiro (PTB), que tenta o apoio do Partido dos Trabalhadores para a disputa do governo do estado, em 2014. A visão foi apresentada, ontem, durante encontro com jornalistas. O senador, inclusive, acabou antecipando qual será o tom do discurso contra o candidato, ainda indefinido, do governador Eduardo Campos (PSB) para a sucessão estadual. Se, para o petebista, o “fator econômico” do país não definirá as eleições para a Presidência da República, cuja presidente tem enfrentado críticas dos opositores, o mesmo assunto deve ser tratado por ele no âmbito estadual, como ataque ao que o governador mais se orgulha: o crescimento de Pernambuco.

Afinado com o PT, Armando Monteiro teve a companhia do senador Humberto Costa, dos deputados federais João Paulo e Pedro Eugênio, além do vereador do Recife, Jurandir Liberal, todos petistas, para subir o morro de Nossa Senhora da Conceição, no último domingo. Sobre o PT, que enfrentou divisão interna explícita até recentemente, ele não esconde: espera que a sigla esteja unida no próximo ano.

Armando também demonstrou cautela em relação a pesquisas de opinião, mas foi enfático sobre as perspectivas de como o eleitorado pode reagir em relação ao discurso que o governador Eduardo Campos (PSB) assumirá enquanto oposição. Ele prevê dificuldades para quem veio do campo aliado. Além disso, vê dificuldades em se emplacar o discurso de “nova política”, quando se tem uma origem de “extração convencional”, como, na visão dele, é o caso do governador.

Saiba mais

Alianças
Não vamos excluir nenhuma força política da nossa tentativa de apoio. Temos um excelente diálogo com Augusto Coutinho (PROS), Mendonça Filho (DEM) e outras ideranças partidárias. Acho que para uma boa candidatura é necessário ter de 5 a 6 minutos de tempo de televisão. Quanto as pesquisas, não posso achar ruim estar à frente, mesmo com tanto tempo de antecedência.

Economia
A economia de Pernambuco está desacelerando nos últimos dois anos, ficando atrás do Ceará e da Bahia. Mas isso tem uma certa explicação: entre outras coisas, pela queda em 45% das nossas exportações e também pelo os que especialistas chamam de “hiato de produto”, que é quando a obra está terminando, mas o produto ainda não entrou no mercado. O grande desafio é manter os investimentos.

Brasil
Não acredito que é a economia que vai definir as eleições presidenciais. Porque há uma diferença entre a economia da população e a economia dos economistas. O PIB das pessoas é a renda real delas, é o salário delas, se isso cresce, se elas continuam com emprego o sentimento delas é positivo. Estamos em um regime de quase pleno emprego. A renda real do trabalhador continua a crescer.

Dilma e o PT
Ela está para vir ao estado ainda em 2013. A data ainda não está definida por conta dessas questões do fim de ano. Mas será um agenda administrativa. Entretanto, é evidente de que a vinda dela terá uma leitura política. Ela sabe quais as forças que estão disputando (espaço) no estado. É importante que o PT se mantenha unido.

Eduardo
Eduardo terá dificuldade de defender os valores desse novo projeto defendido por ele por ser um candidato mais de extração (origem) convencional. Vai ter dificuldade de encarnar esses novos valores. Marina (Silva) teria um pouco mais facilidade nisso. Se ele se posicionar mais como oposição corre o risco de ser mal interpretado ou pode também ser convincente demais ao encarnar esses novos valores. Eu não posso desqualificar o projeto que participei, mas posso apontar as deficiências, redefinir o debate e mudar a agenda. 

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