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Luxo » Cid Gomes faz usina termelétrica de R$ 16 milhões no Ceará só para aquário

Tércio Amaral

Publicação: 06/12/2013 09:08 Atualização: 07/12/2013 18:21

Obra tem gerado polêmica entre a população. Foto: Governo do Ceará/Divulgação
Obra tem gerado polêmica entre a população. Foto: Governo do Ceará/Divulgação

No Ceará, o gasto adicional de R$ 16 milhões para a construção de uma termelétrica exclusiva para um aquário que o governador Cid Gomes (Pros) contrói em Fortaleza vem chamando a atenção da opinião pública. O gato com a estrutura se soma aos R$ 261 milhões já orçados para erguer a “estrutura aquática” na capital, que conta com 38 tanques e pretende ser o maior do mundo, com 15 milhões em litros de água - o equivalente a quatro piscinas olímpicas.

Segundo a reportagem do jornal Folha de S. Paulo desta sexta-feira (6), a usina de gás servirá, entre outras funções, para controlar a temperatura da água dos 35 mil animais que deverão ocupar o espaço a partir de janeiro de 2015. O governo do Ceará declarou que a usina já estava prevista no projeto original e que não trará problemas ambientais. “Pela sua dimensão, o equipamento precisa de um plano B de energia, em caso de problemas operacionais”, diz o secretário do Turismo, Bismarck Maia.

Apesar da “segurança” no quesito ambiental, o governo não soube informar o custo de manutenção da usina. Aliás, este é um ponto que não é especificado na licitação da nova termelétrica. A oposição ao governo de Cid Gomes também se posicionou. O deputado Heitor Férrer (PDT) disse que a estrutura visa “dar luxo a uma casa de peixe” e que é uma “obra grandiosa para um Estado pobre”.

Esta não é a primeira vez que o governo de Cid Gomes chama a atenção pelo uso “polêmico” do dinheiro público. Em 2008, o irmão de Ciro Gomes teve que pedir desculpas por levar a sogra a Europa, em visita oficial, em jato fretado pelo governo por R$ 540 mil (valores atualizados). Neste ano, Cid pagou cachê de R$ 650 mil para Ivete Sangalo para inaugurar um hospital em Sobral, berço político dos irmãos Gomes. Outro alvo de críticas em 2013 foi a contratação de um bufê por R$ 3,4 milhões que incluía itens como caviar, escargot e lagosta.

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