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Seguindo os passos de Genoino » Valdemar renuncia em dia de quatro prisões no processo do mensalão Um deputado, dois ex-parlamentares e um executivo terão que cumprir pena em regime semiaberto

Diego Abreu

Adriana Caitano - Correio Braziliense

Étore Medeiros

Publicação: 06/12/2013 07:31 Atualização:

Valdemar Costa Neto se disse injustiçado com a decisão: Monique Renne/CB/D.A PRESS
Valdemar Costa Neto se disse injustiçado com a decisão: Monique Renne/CB/D.A PRESS

Minutos depois de o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, decretar a prisão de mais quatro condenados no processo do mensalão, o deputado federal Valdemar Costa Neto (PR-SP) renunciou ao mandato na Câmara, seguindo os passos do colega José Genoino (PT-SP), que abriu mão do cargo na última terça-feira para evitar a cassação. Os mandados de prisão expedidos por Barbosa foram enviados no meio da tarde de ontem à Polícia Federal.

Além de Costa Neto, tiveram as prisões decretadas os ex-deputados federais Bispo Rodrigues e Pedro Corrêa, e o ex-dirigente do Banco Rural Vinicius Samarane. O primeiro a se apresentar à Superintendência da PF, no Setor Policial Sul, pouco depois das 18h, foi Pedro Corrêa. Morador do Recife, ele já estava em Brasília, hospedado na casa da filha, a deputada Aline Corrêa (PP-SP).

Samarane, por sua vez, se apresentou por volta das 19h, no edifício-sede da PF em Brasília. Valdemar Costa Neto e Bispo Rodrigues optaram por se entregar diretamente no Complexo Penitenciário da Papuda, onde outros oito sentenciados da Ação Penal 470 já se encontravam detidos desde 16 de novembro, entre eles o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu.

A carta de renúncia do deputado Valdemar Costa Neto (PR-SP) foi lida no plenário da Câmara pelo amigo e colega de partido Luciano Castro (RR), às 17h42. No documento, Costa Neto reclama de não ter tido dois julgamentos e justifica a decisão. “Ainda que a Constituição garanta a esse parlamentar o direito ao exercício do mandato até o fim de eventual processo de cassação, não cogito impor ao parlamento a oportunidade de mais um constrangimento institucional”, argumentou. “Certo que pagarei pelas faltas que já reconheci, reitero que fui condenado por crimes que não cometi. Serenamente, passo a cumprir uma sentença de culpa, flagrantemente destituída do sagrado direito ao duplo grau de jurisdição”.

De acordo com Luciano Castro, Valdemar Costa Neto já estava decidido a renunciar pelo menos desde agosto, quando o processo de cassação do deputado Natan Donadon (sem partido-RO), condenado e preso em outro processo, foi submetido ao plenário. A intenção acabou reforçada quando os demais réus do mensalão começaram a ser presos. Castro relatou que recebeu a carta do colega cerca de meia hora antes e aguardava um sinal de Costa Neto para lê-la na tribuna. “Ele queria esperar receber a decisão oficial do Supremo, agiu corretamente, e quis o destino que eu estivesse aqui para fazer isso”, comentou o deputado.

Saiba mais
As penas
Confira o tempo de condenação de cada um dos quatro réus que tiveram a prisão decretada ontem

Vinícius Samarane
Ex-dirigente do Banco Rural
Pena total: 8 anos, 9 meses e 10 dias
Crimes: lavagem de dinheiro e gestão fraudulenta

Valdemar Costa Neto
Deputado federal (PR-SP)
Pena total: 7 anos e 10 meses
Crimes: corrupção passiva e lavagem de dinheiro

Pedro Corrêa
Ex-deputado pelo PP-PE
Pena total: 7 anos e 2 meses
Crimes: corrupção passiva e lavagem de dinheiro

Bispo Rodrigues
Ex-deputado (PL, atual PR)
Pena total: 6 anos e 3 meses
Crimes: corrupção passiva e lavagem de dinheiro

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